domingo, 5 de agosto de 2012

Quem é a Fátima Augusta?

Alguns amigos, fãs do meu trabalho, sugeriram que eu elaborasse uma espécie de biografia, para que as pessoas pudessem conhecer um pouco mais a meu respeito e de onde vem o meu encanto pelas letras e pela criação de histórias de um modo geral.
No início, resisti um pouco a essa sugestão. Falar de nós mesmos é muito difícil! Descobrir o lado certo da fronteira, de forma a não cair na pieguice do autoelogio, ou no resumo excessivamente objetivo de fatos importantes sobre a nossa personalidade profissional, é um trabalho árduo!
No meu primeiro livro publicado, CONTOS DE TODOS NÓS, coletânea do trabalho de 20 autores, a editora pediu a cada um que se apresentasse objetivamente em cerca de cinco linhas. Meu Deus, o que devemos falar sobre nós em apenas cinco linhas?!


No meu segundo livro, SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, o espaço para falar a meu respeito foi mais generoso, nem por isso o trabalho ficou mais fácil. 

Compre já!

Bem, vencendo a timidez e encarando de frente os meus amigos leitores, decidi apresentar a vocês a Fátima Augusta.

Desde criança, minha paixão pela arte de contar histórias ficou evidente. Me lembro de criar uma peça de teatro para um trabalho de geometria para contar a história do geômetra Aquiles. Não me lembro como consegui convencer o grupo a embarcar nessa aventura, mas o fato é que fizemos a pesquisa sobre Aquiles e eu fiquei encarregada de transformar a pesquisa em um texto teatral, se é que podemos chamá-lo assim. Deixamos a professora bastante curiosa, quando pedimos a ela para apresentarmos o nosso trabalho em um espaço maior, pois teríamos que montar o cenário. É, gente, teve cenário, figurino, texto para decorar e... Muito mais! O resultado não poderia ser outro: 10 para todo o grupo! O sucesso foi tanto que a professora reuniu outras turmas e fizemos outra apresentação. Para as nossas cabecinhas adolescentes, foi um sucesso incrível!

Segui em frente e me formei em jornalismo, profissão que exerci por 10 anos, até resolver que queria contar minhas próprias histórias. Fui estudar com o escritor José Louzeiro (aquele da postagem anterior Ao Mestre  com carinho) e com ele aprendi como é contar uma história valendo-se das imagens. Fiquei fascinada! Como projeto de fim de curso, escrevi o roteiro INVEJA e continuei trabalhando com Louzeiro. Participei como uma das repórteres da sua equipe, na época em que ele escreveu as biografias da cantora Elza Soares e do chefe da guarda de Getúlio Vargas, Gregório Fortunato. Foi um período muito rico da minha vida profissional. Era como se eu estivesse passeando pela história musical e política do nosso país, conhecendo personagens que já faziam parte dos livros de história. Adorei!

Nessa época também, escrevi meu primeiro conto, UM DIA DIFERENTE, premiado por duas vezes. Uma pela prefeitura de Campos em um concurso nacional e, posteriormente, na Bienal do Rio de Janeiro, em 2009, quando o texto foi selecionado e publicado pela primeira vez na coletânea de contos do livro CONTOS DE TODOS NÓS.

Com a maternidade, o universo infantil invadiu de vez os meus pensamentos e tomou conta da minha imaginação. Durante o período da amamentação, inventei muitas musiquinhas e, na hora de dormir, costumava criar pequenas histórias, até que um dia resolvi contar as aventuras do SOL, o girassol que não queria olhar para o sol. A história encantou o meu filho, João Pedro, na época com quatro anos. Todos os dias ele me pedia para contar novamente a mesma história. Com isso, ela foi ganhando mais e mais detalhes e, certa noite, após ele ter dormido, decidi colocá-la no papel. Foi aí que nasceu meu primeiro texto infantil (para saber maiores detalhes sobre o processo de criação, vejam as postagens do marcador Girassol chamado Sol).

Caros amigos leitores, acho que consegui fazer um resumo da minha vida profissional. Ainda tenho muitas outras coisas para contar, mas isso eu deixo para uma próxima oportunidade.

Até breve!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Blog da Fátima Augusta supera os dois mil acessos!!!

É com profunda alegria e satisfação que comunico a vocês, queridos leitores, seguidores e amigos, que o Blog da Fátima Augusta superou os dois mil acessos!

Obrigada pelo interesse e pela participação de todos!

E me aguardem! Tem mais coisa vindo por aí!

Abraços e até a próxima!


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Diferentes gerações se encantam com SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO!

Caros leitores, a notícia de hoje eu tinha que dividir com vocês. Afinal, quando fazemos um trabalho com carinho, dedicação e amor, como foi a criação e produção do livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, e recebemos um retorno positivo, é muito gratificante, não é mesmo?

Pois é, duas amigas minhas, que adquiriram o livro para seus filhos, me deram um retorno muito especial e fizeram questão de mandar as fotos para comprovar o que elas me disseram.

O interessante é que o livro tem agradado tanto as gerações que ainda não sabem ler, apenas gostam de ouvir histórias, quanto as gerações que já escolhem os livros que querem ler.

E foi isso o que aconteceu. Conheçam agora esses dois fãs especiais do girassol chamado Sol.

Alícia, de 10 meses, não larga o livro. Segundo Bia, sua mãe, é só falar em livro, que ela pega logo SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO. Ela fica folheando o livro diariamente e se encanta com a carinha do girassol e do seu amigo fiel, Lupe. "É incrível, Fatinha, a adoração que ela tem com esse livro! Ela não se cansa de folheá-lo", conta Bia.

Vejam só como ela fica entretida com a "leitura":

Alícia, de 10 meses, atenta as aventuras do girassol sonhador.


Gabriel, de oito anos, tinha que escolher um livro para ler e escrever um resumo para a escola. Segundo o relato de sua mãe, Elisângela, ele gostou tanto do livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, que o escolheu para fazer o seu trabalho escolar. Ah, e ele fez questão de me enviar uma foto dele e o texto com o seu resumo. "Ele caprichou, inclusive, na letra pra te mostrar", revela Elisangela. 


Gabriel, compenetrado na leitura, prepara o seu resumo.

E vejam agora como ficou o seu resumo:


(Página 1)
















(Página 2)













(Página 3)

Obrigada a vocês, leitores queridos, amigos e incentivadores. É muito bom e gratificante produzir um trabalho que faz tanto bem as pessoas, que traz um pouco de cor, alegria, reflexão e amizade para as nossas vidas, não é mesmo?
Valeu!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Escola Vitória recebe a visita do SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO!

Sol, o girassol insatisfeito e sonhador foi convidado a fazer parte da feira de cultura da Escola Vitória, no bairro do Estácio, na cidade do Rio de Janeiro.

O evento pretendia mostrar aos alunos, pais, responsáveis e convidados as diversas formas de manifestação da cultura e arte do nosso país. Tinham barracas com comidas típicas de diversas regiões, outras com artesanato e um stand para a apresentação do livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, onde as pessoas, principalmente as crianças, podiam conversar com a autora.

Além desse contato direto, o evento teve também a já conhecida contação da história como uma das atrações da feira. E, como de costume, a criançada participou com as suas adivinhações e sugestões. 

Sol ficou muito feliz por dar mais um passeio e conhecer novas pessoas! Assim como eu também!

Vejam abaixo uma pequena lembrança desse momento igualmente especial:


No stand, preparada para conversar com as crianças e seus responsáveis sobre o livro.


Recebendo o carinho do meu afilhado querido, um dos meus maiores fãs!

Até a próxima!

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Nova manhã de autógrafos! SOL está ficando famoso!

Sol, o girassol insatisfeito continua o seu passeio. 

Como algumas pessoas não puderam comparecer ao lançamento, tiveram a ideia de fazer uma manhã de autógrafos na empresa onde trabalho. Assim, as pessoas  podiam conhecer o Sol, sem prejudicar suas tarefas. 

E lá fomos nós, Sol e eu, mostrar o nosso trabalho para aqueles que lá no fundinho do coração também desejam viver novas e incríveis aventuras, como a dele.

Quiseram conhecer o girassol sonhador, em primeiro lugar, aqueles que têm filhos, mas os que tem sobrinhos, primos e afins também se interessaram por suas aventuras. 

Foi uma manhã muito prazerosa! 

Vejam alguns momentos desse encontro:

Sol, colorindo e iluminando a vida dos trabalhadores com suas aventuras.

Mais um amigo querido querendo conhecer a trajetória do Sol, o girassol.

Agora na sala preparada para receber os amigos:





Muitos outros amigos e colegas de trabalho queridos estiveram presentes. Sol e eu ficamos muito contentes. E aproveitamos este momento para agradecer a todos que se fizeram presente de todas as formas que encontraram. 

Muito obrigada a todos pelo carinho, pela atenção e também pelas mensagens de retorno, após terem lido este livro que foi feito com muito amor e dedicação.

Valeu, amigos!!!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO conseguiu sair do jardim!!!

O maior sonho do girassol chamado Sol, que não queria olhar para o sol era poder sair do jardim e conhecer lugares e amigos novos. Finalmente, ele conseguiu!

Calma, calma! Ele não arrumou pernas não. Ele continua tendo raízes, mas a cada dia ele encanta e faz novos amigos, que era o que ele tanto queria.

A história de Sol, o girassol insatisfeito nasceu oralmente, mas ficou eternizada nas páginas do livro que leva o seu nome e é com esse livro que ele tem visitado vários lugares. E sabem o que é mais especial nisso tudo? Sua história tem encantado as pessoas por onde ela é contada e recontada. E ele está muito feliz! 

Sua primeira apresentação após o lançamento foi na Escola Municipal CIEP JOSÉ PEDRO VARELA, na rua do Lavradio, no Centro do Rio de Janeiro. O objetivo dessa contação foi incentivar o gosto pela leitura nas crianças dos primeiros anos do ensino fundamental. Sol, o girassol insatisfeito foi apresentado para quatro turmas de segundo ano e quatro turmas de terceiro ano. As crianças participaram ativamente, inclusive tentando adivinhar o futuro desse girassol sonhador. 

Foi uma experiência muito gratificante! Com as  sugestões das crianças, podemos perceber como a nossa imaginação pode voar e uma mesma história pode ter vários finais diferentes. É a magia da criação! 

Vejam alguns momentos dessa contação de história:


Atentas, as crianças acompanham o desenrolar das aventuras do girassol chamado Sol.

Aproveitando a oportunidade da visita do Sol à escola, foi realizado um concurso de redação. Os trabalhos foram avaliados levando-se em conta a criatividade e a clareza na disposição das ideias. As quatro redações vencedoras receberam de presente o livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITOcom direito a dedicatória da autora. As crianças ficaram muito estimuladas e contentes. Mesmo aquelas que não tiveram os seus trabalhos premiados ficaram felizes por participar. Posso garantir que recebi muito carinho da criançada. 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ao mestre com carinho! (Homenagem ao escritor José Louzeiro)

Caros leitores, esta postagem inaugura um novo marcador: Autores!
Com este marcador pretendo conversar sobre os autores, para conhecermos um pouco sobre a obra e a vida desses seres que povoam a nossa imaginação com suas criações.

E, é claro, o escritor escolhido para inaugurar esse marcador foi o meu querido mestre José Louzeiro. Como disse anteriormente, conheci o escritor no primeiro curso de roteiro para cinema e TV que fiz. Eu estava interessadíssima em aprender como se escrevia uma história pensando nas imagens. Nunca esqueci uma das primeiras frases que ouvi de José Louzeiro: "Personagem no cinema é ação!" E é verdade. É com a imagem que mostramos o caráter das personagens e fazemos a narrativa andar. A criatividade está em escolher a melhor imagem para cada situação.

José Louzeiro prestigiou o lançamento do meu livro Sol, o girassol Insatisfeito.

Bem, mas vamos ao que interessa. Vamos conhecer um pouquinho sobre a vida e a obra desse contador de histórias, que pode transformar uma simples frase de um bate-papo informal em um romance cheio de ação.

Louzeiro, o contador de histórias

José Louzeiro nasceu em um distante subúrbio de São Luis, chamado Gamboa do Mato, no dia 19 de setembro de 1932. Teve uma infância difícil e de poucos recursos, seu pai era um pedreiro, seguidor do presbiterianismo. Mas sua avó sempre o orientava dizendo para nunca deixar de ler e estudar. Sábias palavras, pois fizeram do seu neto um dos mais pródigos escritores brasileiros. Louzeiro nos dava a mesma recomendação durante as aulas do curso de roteiro: "Quem não lê, não escreve", costumava dizer.

Mas como nada foi fácil na vida desse contador de histórias, quando cursava o quarto ano primário (como era chamado o ensino fundamental na época), sofreu um acidente que interrompeu seus estudos por dois anos. Esse fato acabou por ligá-lo definitivamente aos tipos mais marginalizados da sociedade.
Louzeiro havia sido desenganado pelos médicos, pois o acidente havia provocado uma ferida crônica em seu ouvido. Uma prostituta chamada Umbelina, inquilina de seus pais, se solidarizou com o problema e pediu que levassem o menino até sua casa numa certa noite, quando receberia um médico homeopata. José Louzeiro ficou curado e um sentimento de gratidão pelas pessoas que sentem a dor do outro invadiu seu coração. Esse sentimento o acompanha até hoje. Para ele, não importa a profissão e o nível social. O fundamental é o coração de cada um.

Ajudado pelo pai, conseguiu um emprego de mestre-de-obras e uma de suas funções era supervisionar o calçamento das ruas de São Luis. Esse trabalho era executado por presidiários. Na hora do almoço, costumava ficar ouvindo as histórias dos crimes contadas pelos próprios autores. Posteriormente, tudo isso serviu de base e inspiração para muitos de seus romances.

Começou a trabalhar na imprensa aos 16 anos, no jornal O Imparcial, como aprendiz de revisor. Aos 21 anos, veio para o Rio de Janeiro e foi trabalhar em O Jornal. Foi um período muito difícil de sua vida. O jornal costumava atrasar os salários ou mesmo não pagá-los e isso fez com que Louzeiro ficasse sem local para morar. Chegou a dormir em bancos de estações e praças, dependendo da caridade alheia até para comer. Mas ao dormir clandestinamente na Casa do Estudante do Brasil acabou conhecendo um grupo de intelectuais, com quem fez amizade. A partir daí, conseguiu um novo emprego e, em 1958, então com 26 anos, chegou a copidesque do importante jornal Correio da Manhã. Nesse mesmo ano, publicou seu primeiro livro, Depois da Luta.

Entre os anos de 57 a 64, Louzeiro trabalhou nos jornais O Dia, Luta Democrática, Diário Carioca, Última Hora, Tribuna da Imprensa, O Globo e O Radical.
Em 1975, lançou dois de seus livros mais famosos, Lúcio Flávio, o passageiro da agonia e Aracelli, meu amor.  Este último foi apreendido pela Censura Federal e só foi liberado em 1981.
De 1976 em diante, José Louzeiro passou a se dedicar somente à literatura e com seus livros inspirados em acontecimentos policiais verídicos, popularizou o estilo do romance-reportagem. Neles, Louzeiro sempre procura denunciar as misérias da condição humana.

Louzeiro chega ao cinema

Versátil, Louzeiro usou sua experiência de repórter policial e romancista e trouxe sua mente criativa para o mundo do cinema. Escreveu vários argumentos e roteiros. Entre os mais famosos estão "Os amores da pantera", "Amor bandido", "Lúcio Flávio, o passageiro da Agonia", "O caso Claudia", "Pixote, a lei do mais fraco", "O Homem da Capa Preta", entre outros. Escreveu também novelas de sucesso, como Corpo Santo, de 1987, na extinta TV Manchete. Essa novela recebeu o Premio de Melhor Novela e Melhor Autor da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

José Louzeiro é um contador de histórias sensível e carismático, além de muito criativo. Certa vez, em uma de suas aulas discutíamos uma ideia para um novo roteiro, quando fiz um comentário: "Mestre, suas histórias mostram a dureza crua da vida, elas nos deixam com um nó na garganta, como se nem o choro conseguisse sair, tamanho o impacto que elas nos causam. Mas quando estamos ao seu lado ouvindo suas sugestões, suas experiências, você transmite uma doçura e uma ternura contagiantes". Ele sorriu com ar enigmático. 
Nathalia Timberg na contracapa de um de seus últimos livros, Diabetes: Inimigo Oculto reafirmou com outras palavras a minha impressão: "José Louzeiro retrata bem o nosso cotidiano e é contundente sem perder a poesia".