domingo, 17 de fevereiro de 2013

Museu da Internet: você já visitou?

Visitar museus é sempre um passeio muito interessante, porém requer tempo disponível para realizar essa atividade. Com a correria diária, muitos alegam não possuir esse tempo para conhecer os diferentes acervos espalhados pela cidade e pelo mundo. Mas quando o assunto é a história da internet, tudo pode estar ao alcance de um clique. Já imaginaram um museu com um acervo totalmente virtual? Caso o assunto interesse a vocês, não deixem de visitar The Big Internet Museum, criado pelos holandeses Dani Polak, Joep Drummen e Joeri Bakker.

O Museu virtual, aberto 24 horas por dia, oferece diversas atrações com entrada gratuita e possui sete alas especializadas. Em uma delas, os visitantes podem conhecer melhor como foram os primeiros testes com a ARPAnet, o primeiro "sistema operacional" da internet, antes da criação da WWW. E, por falar nisso, vocês lembram o significado dessas letrinhas colocadas antes dos endereços eletrônicos? Para quem esqueceu, o WWW significa World Wide Web.

Em um dos anúncios dos criadores, Dani Polak explica que o museu não possui nenhuma instalação física e avisa que a coleção exposta é totalmente virtual, isto é, só existe on line. "Fora isso, somos um museu como qualquer outro, com curadores, coleções permanentes, exposições temporárias, diferentes alas, doações e mais. Talvez, possamos até abrir uma loja de souvenirs no futuro", acrescenta Polak.

The Big Internet Museum permite ainda que o visitante se torne um curador, com liberdade para mover objetos que considera mais importantes na coleção, ou até mesmo enviar algo que julgue relevante na história da rede.

Vale a pena conferir. E, então? Que tal uma visitinha ao museu da internet?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

SOL, O GIRASSOL FAZ SUCESSO EM RIBEIRÃO PRETO!!!

Amigos leitores, SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO descobriu que tem novos fãs! Agora, na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. 

Os responsáveis pelos fãs mirins fizeram questão de enviar as fotos dos seus rebentos com o livro do girassol chamado Sol

Um deles, Marcos Junior, de três anos, segundo sua mãe, adorou a história do girassol sonhador. "Ele costuma ficar andando com o livro na mão para lá e para cá, me pedindo para contar novamente a história", diz ela, acrescentando que o menino participa da contação fazendo muitas perguntas. 



Marcos Junior, o Juninho, como é carinhosamente chamado pela família, adora ficar olhando o livro e lembrando da história do Sol, o girassol que não queria olhar para o sol.














Já Maria Eduarda, de sete anos, me contou, ela mesma, que SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO está entre os seus quatro livros preferidos. Eu aproveitei e lhe perguntei qual foi a parte que ela mais gostou. Depois de me contar a história, ela revelou que a melhor parte da história é a que os amigos do Sol colocam o plano para ajudá-lo em ação. "Eu adorei essa parte, porque eu não queria que ele fosse arrancado do jardim!", comenta Duda.

Duda com o livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO.

E assim o girassol chamado Sol, que não queria olhar para o sol segue seu caminho. Ele queria tanto andar por aí... Acho que ele está conseguindo, não é mesmo? Bom para ele, que está realizando os seus sonhos e fazendo novos amigos.

Obrigada aos pequenos e queridos amigos de Ribeirão Preto!!!

sábado, 29 de dezembro de 2012

SOL, O GIRASSOL VISITA O CAP-UERJ!

Mais uma vez o girassol chamado Sol, que não queria olhar para o sol foi convidado para se apresentar no Instituto de Aplicação Fernando Rodrigues da Silveira, o CAP-UERJ.

Desta vez, a visita foi especialmente para contar a história desse girassol sonhador. As crianças foram muito receptivas, participativas e ficaram curiosas para conhecer as descobertas do Sol, o girassol insatisfeito.

Confira abaixo alguns desses momentos especiais.

Crianças atentas à contação da história.


Crianças curiosas e participativas.









































Recebendo o carinho dos fãs mirins.


Mais história. Agora em outra turma.



Recebendo o carinho das professoras da instituição.


Aliás, o trabalho de incentivo à leitura nos anos iniciais é um diferencial no Instituto. As professoras estão de parabéns! E as crianças também!

Sol, o girassol, ficou muito satisfeito de comparecer mais uma vez ao CAP-UERJ!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Blog da Fátima Augusta supera os quatro mil acessos!!!

Mais uma vez estou aqui para comunicar aos meus queridos amigos leitores, que o Blog da Fátima Augusta superou os quatro mil acessos!



Agradeço o interesse, a participação e a assiduidade das visitas. A conquista é nossa! 

E aguardem as próximas novidades!

Até breve!

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

José Louzeiro lança novo livro!

Em um dos nossos últimos encontros, José Louzeiro e eu conversávamos sobre nossos projetos ainda não concretizados. Ele me contou que estava finalizando um livro sobre uma de suas professoras, que foi muito importante na sua formação de jornalista e escritor.

Durante a conversa, eu comentei sobre a importância das nossas primeiras professoras em nossa formação intelectual. Me lembrei das minhas queridas professoras, Lia e Fátima, do curso primário, como eram chamados os anos iniciais do ensino fundamental na época. Professoras nota mil! Impossíveis de esquecer. Misturavam carinho, conhecimento, conteúdo e disciplina, sem o rigor de outros tempos, que só conheço de ouvir falar.

Bem, mas não foi para falar das minhas lembranças que resolvi escrever esta postagem. E sim para informar a vocês, meus caros amigos leitores, que o escritor José Louzeiro concretizou mais um de seus projetos. Ele acabou de lançar, no último dia 18 de dezembro, o livro Lições de Amor, que conta a história da professora Maria Freitas e sua importância na formação do então menino José Louzeiro. "Se não fosse por ela, eu poderia ter tido o mesmo destino de tantos outros meninos pobres do Maranhão", confidenciou o escritor na ocasião.

Em setembro deste ano, Louzeiro completou 80 anos e, apesar de todos os seus problemas de saúde, continua ativo e produtivo. Fez questão de viajar para lançar o livro Lições de Amor em terras maranhenses, local onde recebeu as instruções e orientações da saudosa professora. 

O livro, certamente, vai fazer com que muitos lembrem-se de suas professoras dos tempos de criança e de como elas são importantes na nossa formação. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Bebidas geladas no Brasil de 1904.

Caros leitores, estava assistindo mais uma vez a novela das 18 horas da TV Globo, LADO A LADO, e me deparei novamente com aquela vontade de pesquisar. Desta vez, foi o suco gelado de 1904 que me chamou a atenção. Em uma das cenas, uma das personagens estava bebendo um suco com pedras de gelo. Essa personagem não faz parte da elite da época e demonstrava satisfação pela oportunidade de desfrutar desse privilégio. 

De repente, fiquei pensando como era produzido e armazenado o gelo no Rio de Janeiro, em 1904, período em que transcorria a ação da trama naquele momento? 

Decidi, então, pesquisar o assunto e dividir o resultado do que encontrei com vocês. Para os que já sabem, ótimo! Podem dar suas contribuições também. Quanto mais informação, melhor para todos nós. Para os que não sabem, vejam abaixo como o gelo chegava e era armazenado aqui, nas terras quentes dos trópicos.

De fato, como foi apresentado na novela, pessoas pertencentes as classes sociais mais pobres, praticamente não tinham acesso ao conforto de desfrutar de uma bebida geladinha no início do século XX aqui no Brasil. Nessa época, o gelo produzido artificialmente era utilizado basicamente para resfriar bebidas, mas ainda não na conservação dos alimentos. A partir de 1880, máquinas a vapor começaram a ser utilizadas na produção artificial do gelo nas primeiras fábricas do país. Posteriormente, com a popularização da eletricidade, o processo de fabricação do gelo foi alterado e o custo da produção ficou bem mais baixo.

O Rei do Gelo

Mas antes da produção de gelo artificial, o comércio do gelo natural importado dos Estados Unidos, mais precisamente de Boston, era a única forma de resfriar as bebidas por aqui, principalmente porque os europeus, pouco acostumados com o clima quente, queriam refrescar-se bebendo bebidas geladas. E a única forma de conseguir isso era trazer o gelo dos países mais frios, onde o mesmo era abundante. Há registros de que o primeiro carregamento de gelo natural chegou ao Brasil em 1834, trazido pelo barco Madagascar, de Frederic Tudor, conhecido como o rei do gelo, que se tornou milionário com esse comércio, iniciado em 1806.

Mas como fazer chegar o gelo natural aos trópicos? Segundo o que encontrei, o método de conservação do gelo incluía o isolamento do mesmo com palha, serragem e folhas. Na época eram comuns as chamadas fábricas de gelo, responsáveis pelo armazenamento. Durante o transporte, realizado por navios, os blocos de gelo eram empilhados dentro de aparas de madeira e serragem para sua conservação. Os barcos de gelo, como eram chamados na época, tinham prioridade na navegação, ao menos em águas europeias.

Gelo artificial
Como disse acima, o gelo artificial passou a ser utilizado após 1880 e era produzido em máquinas movidas por motores a vapor, cujo processo, assistido por bombas de ar, incluía a produção de frio intenso através da evaporação rápida.

A compra de máquinas mais modernas e também a chegada da eletricidade incrementou e agilizou a produção artificial de gelo. O fato fez com que o comércio do gelo natural fosse substituído definitivamente pelo gelo artificial, que ganhou novas funcionalidades na vida cotidiana das pessoas, como por exemplo, na conservação dos alimentos.

Para nós, que desfrutamos das maravilhas tecnológicas do século XXI, chega a ser difícil imaginar não poder desfrutar de uma bebida geladinha, não é mesmo? O bom de se olhar o nosso passado, é podermos ver o quanto já avançamos e valorizarmos o que temos hoje em termos de conforto e bem estar.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Divórcio no Brasil em 1904???

A novela das 18 horas da TV Globo, Lado a lado, aborda um período da nossa história imediatamente posterior a abolição da escravidão no país, o que não é muito comum de ser visto em novelas de época. Por conta disso, por várias vezes, quando estamos assistindo ao folhetim, dá uma vontade incontrolável de pesquisar e saber mais sobre a nossa própria história. E foi em um desses momentos, que tive essa vontade. Um dos casais protagonistas da trama, Laura e Edgar (vividos por Marjorie Estiano e Thiago Fragoso, respectivamente) resolvem se separar. Mas como era esse divórcio em 1904?

A lei do divórcio, como conhecemos hoje, foi apresentada pelo deputado Nelson Carneiro e aprovada, após anos de discussão, no Congresso Nacional, somente em 1977. Bem, mas como o casal da trama pôde se separar em 1904? E como ficava a situação dos cônjuges divorciados?
Vejam o que encontrei mais abaixo.

Casamento no período imperial

Não havia casamento civil no Brasil colonial. As uniões eram reguladas pelo Código de Direito Canônico, isto é, pela Igreja Católica, que até permitia a separação dos casais, mas não admitia uma nova união.
Com a proclamação da república, em 1890, o casamento civil se tornou obrigatório, mas a questão da separação dos casais não mudou. Mesmo com o Decreto 181, que permitia o divórcio, a indissolubilidade do casamento era mantida. Como assim??? O divórcio só existia no papel, pois não permitia aos divorciados reconstruírem suas vidas com outras pessoas. É o que a novela vai mostrar com a situação de Laura e Edgar, que era difícil para ambos, mas muito mais restritiva para as mulheres.
No final do século XIX, os deputados Lopes Trovão, Casemiro Jr, Leopoldo Bulhões e Guimarães Natal tentaram mudar esta situação e apresentaram uma emenda ao Decreto 181, que permitia aos divorciados contraírem um segundo matrimônio. Esta emenda não foi aprovada.

Divórcio ou Desquite

Com a aprovação do Código Civil Brasileiro, em 1916, o termo divórcio foi substituído por desquite, mas a mudança foi só no nome, pois instituía a separação dos corpos e bens de um casal, o que já estava previsto nas leis anteriores. Mas casar de novo legalmente, nem pensar!

O movimento para instituir mudanças na lei do divórcio contou com a participação de várias mulheres ao longo dos anos e algumas se destacaram, como foi o caso das escritoras Andradina Oliveira e Francisca Clotilde. Esta última lançou o romance A Divorciada, em 1902, porém sua "ousadia" não foi vista com bons olhos e a fez perder o cargo de professora na escola onde lecionava. A personagem Laura também vai sofrer com as restrições impostas a uma mulher divorciada na época e também se verá impossibilitada de dar aulas, ofício que a personagem tanto ama. Através das rejeições sofridas por Laura, o público terá a chance de conhecer mais um pouco sobre a luta das mulheres para se afirmarem como cidadãs ativas e produtivas na recém nascida república do Brasil.