quarta-feira, 7 de agosto de 2013

BIA BEDRAN comemora 40 anos de carreira no Teatro Municipal de Niterói.

Beatriz Martini Bedran, mais conhecida como Bia Bedran, está comemorando 40 anos de carreira. Para a ocasião Bia preparou dois espetáculos, que pretendem dar o tom do que foi, do que é e do que será a sua carreira. A comemoração parece que vai emocionar ao público fiel da cantora e aproveitar para arrebatar novos fãs. 

Referência em arte e educação, formada em Musicoterapia e em Educação Artística com habilitação em música, Bia Bedran promete ousar nesta comemoração. Afinal, não é qualquer um que decide fazer dois shows completamente diferentes em um mesmo final de semana.

No sábado, às 20 horas, Bia lança seu novo CD BEATRIZ em um show destinado ao público adulto, ou melhor, mais crescidinho, a partir dos 12 anos. No domingo, às 17 horas, Bia estreia o show de lançamento do livro O CARAMINGUÁ. Este último dedicado ao público infantil, mas que promete agradar em cheio aos adultos também.



BEATRIZ

"Fazer esse disco foi como se eu tivesse encontrado a nascente de um rio", revela a emocionada Bia ao tentar explicar o processo de elaboração do CD, que apresenta doze músicas compostas entre os anos de 1966 a 1968 pela menina dos festivais, como a compositora era conhecida na época. Bia conta que encontrou essas canções, gravadas em fitas, em um bauzinho guardado no porão da casa onde nasceu. Foi o encontro da Bia adulta dedicada às crianças com a Bia menina, que refletia nessas canções as suas impressões do mundo e da natureza. Dedicado aos pais, Amim e Wanda Bedran, BEATRIZ conta com a participação de João Carlos Coutinho no piano, Joca Moraes na bateria e percussão, Ricardo Medeiros no contrabaixo e arranjos e Patrick Angello nos violões de seis e sete cordas. "O violão de seis, sete cordas dá aquele brilho as faixas, que falam tanto de mar, de vento... O violão não podia faltar", diz, enfática.




RODA DE SAMBA DO CARAMINGUÁ

Alguém sabe o que é um caraminguá? Os adultos até podem saber, porque vivem atrás dele. Mas para o menino Jorginho, o significado da palavra pronunciada por seu pai tão querido era um grande mistério. Nascido e criado em uma roda de samba, o menino se encantava com as canções do seu pai, mestre de cavaquinho, que sonhava em gravar uma de suas músicas. Mas lhe faltava o tal do caraminguá para realizar tal feito. Jorginho, então, resolve que vai descobrir o que é o caraminguá e conseguir um para o pai poder gravar o seu samba. Essa é a história do décimo segundo livro infantil lançado por Bia Bedran, que serve como pano de fundo para o show do próximo domingo, dia 11 agosto, às 17 horas. 
No espetáculo, que comemora os 40 anos de carreira da cantora e reúne os sucessos dedicados ao público infantil, Bia cantará e contará histórias para toda a família num formato de roda de samba, acompanhada de Tiago Souza no bandolim, Paulão Menezes na percussão, Alexandre Maionese na flauta, Patrick Angello nos violões de seis e sete cordas, Guilherme Bedran no violino e Daniel Scisinio no cavaquinho. 
E tem mais uma notícia boa para os pais! Eles vão poder economizar uns caraminguás. No próximo domingo, devido a comemoração do dia dos pais, a entrada é gratuita para eles. A diversão é garantida e econômica! Vale a pena conferir.

O Teatro Municipal de Niterói fica na rua XV de Novembro, 35. Centro. Niterói.

domingo, 4 de agosto de 2013

DICA: Como escrever uma boa redação.

Colocar no papel as nossas ideias e os nossos pensamentos nem sempre é uma tarefa fácil. Imagine quando você precisa colocar suas ideias a respeito de um tema escolhido por outra pessoa. Fica mais difícil ainda, não é mesmo? 



Consciente do fato, uma amiga me pediu que desse uma olhada nas redações da sua filha adolescente. Ela estava cursando o último ano do ensino fundamental e estava se preparando para fazer as provas para ingresso no ensino médio. Achei a ideia ótima e a candidata também! 

Ela me enviou, então, a sua primeira redação. Um pequeno teste para ver como estava a sua desenvoltura com as palavras. Ela mesma escolheu o que ia escrever. O tema proposto fez parte de uma das provas do colégio que ela iria tentar o ingresso. Após receber o material, fiz algumas considerações para ajudá-la em seus próximos textos. 
Ela seguiu se dedicando e obteve êxito nas provas. Está cursando o primeiro ano do ensino médio no Colégio Pedro II. Parabéns a ela pela dedicação e empenho!

Bem, diante disso, pensei que, talvez, as dicas que forneci a ela pudessem ajudar a outros candidatos na mesma situação. Sendo assim, decidi fazer uma postagem com as orientações iniciais que forneci a ela. Vou transcrever primeiro as solicitações da banca, depois o texto dela e, por fim, minhas considerações.

REDAÇÃO: Considerando que os padrões culturais de qualquer sociedade são construções sociais marcadas por sua época, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre as relações amorosas no mundo atual. Seu texto deverá:
* Conter obrigatoriamente argumentos que sustentem suas opiniões;
* Ter entre 20 e 25 linhas;
* Apresentar letra legível e não conter rasuras;
* Ter, no mínimo, três parágrafos;
* Estar de acordo com a norma padrão para modalidade escrita;
* Ser em prosa;
* Ter um título

Ela me enviou, então, o seguinte texto, transcrito exatamente como ela escreveu:



A compaixão do amanhecer
A sociedade se rebelou, não vemos mais aqueles sorrisos inocentes. Pessoas não cuidam, não ajudam, não querem saber se os outros se alimentam, se sentem frio.
A compaixão é um sentimento distinto. É difícil encontrar amigos verdadeiros, que querem só o seu bem, colegas sem interesse pelo que você é, ou pelo que você tem, casamentos sem prazo de validade e pessoas fiéis.
Nos dias atuais, não sabemos o que é o amor. Povos sofrem por tragédias decorrentes aos ambientes escassos e sem uma infraestrutura adequada.
Saneamento básico é uma palavra que não conhecemos, pois o Meio ambiente não é bem cuidado, e quando é, não dão o valor necessário.
O Meio ambiente não tem valor, para aqueles que não sabem qual é o verdadeiro objetivo do amor nos dias atuais.

Vamos agora as minhas considerações, na íntegra, enumeradas em tópicos:

* Primeiramente, temos que respeitar/seguir o que está sendo solicitado no enunciado. Neste caso, eles pediram uma redação com 20 a 25 linhas. Você fez com 15 linhas. Isso não é bom, pois pode indicar que você não soube expor suas ideias dentro do espaço que eles propuseram, ou não sabe como abordar o assunto. É sempre bom respeitar o número de linhas pedidas, nem menos, nem mais.

* Eles pedem, no mínimo, três parágrafos. Por quê? Três parágrafos permitem que você apresente o assunto ou o problema em si a ser tratado (no primeiro). No segundo, você expõe os problemas, destrincha melhor o assunto em pauta. E no terceiro, você apresenta a conclusão com a possível solução para a questão.

* A sua redação expõe basicamente a falta de sentimento entre as pessoas, isto é, a falta de solidariedade que existe no mundo. Mas não conclui o assunto, não prevê uma solução, mesmo que sombria, para a questão. Ela fica limitada a apresentar as características da falta de amor entre os seres. O assunto precisa ser melhor tratado. Nós não conseguimos entender exatamente o que você está querendo abordar. Parece apenas um lamento. É preciso elaborar melhor o que você quer enfatizar. Qual é o fato mais importante que você deseja que o leitor se detenha? Pense nisso. Um bom exercício é reescrever a mesma redação, depois do que conversamos. O que acha?

* Na primeira linha você diz: "A sociedade se rebelou..." Se rebelou com o quê? Você não diz.Você segue dizendo que as pessoas não se importam umas com as outras. Mas... E daí? Quais são as implicações dessa falta de interesse entre os seres?

* Na outra frase "saneamento básico é uma palavra que não conhecemos...". Saneamento básico são duas palavras e não apenas uma.

* Esse parágrafo ficou um pouco confuso, pois você diz que não conhece o que é saneamento e a culpa é do descaso com o meio ambiente. Logo depois, você diz que quando o meio ambiente é bem cuidado, "não dão o valor necessário". Mas quando e como ele está sendo bem cuidado? E de que forma não estão dando valor a isso? Quais as ações que você constatou que atestam esse fato que você expôs?

* Você termina dizendo que quem não sabe o objetivo do amor, não dá valor ao meio ambiente. Ficou confuso. Melhor se concentrar nas ações que demonstrem esse descaso. Pode até falar sobre o amor, mas tem que determinar melhor esse tipo de amor.

* O que acha de reescrever essa redação? Eu acho uma ótima ideia! Vou ficar aguardando. É o nosso primeiro exercício. Lembre-se que eles pediram uma redação que fale sobre as relações amorosas no mundo atual. Pense, então, nos seguintes pontos:
- Você vê algum problema nesse tipo de relação atualmente?
- Que diferenças você encontra entre as relações do passado e as atuais?
- Quais os principais problemas? Ou os pontos negativos? Você pode, inclusive, traçar um paralelo entre os pontos negativos do passado e do presente.
- Quais os pontos positivos? Tudo na vida tem dois lados. É bom mostrar os dois. Isso indica que você conhece sobre o que você está escrevendo.
- Na conclusão você pode finalizar com o resultado do que você expôs. Quais foram as implicações das mudanças que você apresentou nos parágrafos anteriores? Como está a sociedade atualmente em função dos elementos que você apresentou. Na conclusão, você pode, inclusive, apontar uma visualização do futuro para esta sociedade no que concerne ao tema relações amorosas. Como você acha que será o futuro desse tipo de relação diante de tudo o que está acontecendo e você expôs.



Bem, essas foram as minhas considerações. Se você, amigo leitor, tiver mais alguma contribuição a fazer para o tema, fique à vontade. Mande a sua dica. Todos só teremos a ganhar e a nossa língua portuguesa ficará ainda mais rica. Obrigada!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

BIA BEDRAN em CANTOS E CONTOS DE SÃO JOÃO, no Theatro Net Rio!

O Theatro Net Rio preparou uma homenagem a Luiz Gonzaga, o Gonzagão, como era chamado carinhosamente pelos amigos o sanfoneiro mais famoso do Brasil. 

Logo na entrada, somos recebidos pela equipe de trabalhadores do teatro vestida a caráter. No local podemos ver uma exposição com alguns objetos pessoais do músico, além de uma parede dedicada as capas dos diversos discos de Gonzagão. 

Equipe de recepção faz sucesso junto ao público infantil.










Crianças se divertem com o mural do Arraiá do Gonzagão.



























E é nesse contexto que o espetáculo musical CANTOS E CONTOS DE SÃO JOÃO, de Bia Bedran cai como uma luva. Com seu estilo pessoal e inconfundível, Bia Bedran agrada tanto ao público adulto como o infantil. Com um figurino característico das festas de São João e acompanhada do seu violão, além de outros instrumentos como o bandolim, zabumba e triângulo, Bia mostra o que ela sabe fazer de melhor: contar histórias com uma sonoridade que é só sua. 

Bia Bedran e seus músicos.


Bia Bedran com Santo Antônio.

Em 60 minutos de show ela incita a participação da plateia e relembra canções de Braguinha, Lamartine Babo e Jackson do Pandeiro, mescladas com outras de sua autoria, além, é claro, daquelas do inesquecível homenageado da ocasião, Luiz Gonzaga. É um show que dá vontade de cantar, levantar e dançar. Dona de uma voz melodiosa e firme, Bia não só canta, mas interpreta as canções. E é ai que ela conquista o público.

Bia Bedran cantando e dançando no meio da plateia.

Um show "cantado e contado" de um jeito todo especial, com gostinho de saudade e muita alegria, como as famosas festas de São João. Vale a pena conferir e levar a criançada, que tem a oportunidade de conhecer um pouco mais da rica memória musical do nosso país.

Após o espetáculo, Bia Bedran recebeu o carinho do público:


Blog da Fátima Augusta presente no evento.















O espetáculo musical CANTOS E CONTOS DE SÃO JOÃO está em cartaz aos sábados e domingos, às 16 horas, no Theatro Net Rio (Tereza Rachel), em Copacabana.


sexta-feira, 12 de julho de 2013

Minha mãe é uma peça!

Como assim? Você chorou em uma comédia??? Essas foram as perguntas de um amigo profundamente surpreso, quando disse a ele que havia chorado em dois momentos do filme Minha mãe é uma peça. Mas é verdade, caros leitores, meus olhos se encheram de lágrimas em dois momentos deste filme que arranca sorrisos e gargalhadas em todas as sessões por onde é exibido. Tudo bem que sou considerada uma pessoa muito emotiva e sensível, mas é impossível não sentir a dor da perda de um filho, mesmo que não seja o seu, não é mesmo? Pois é, não vou falar aqui qual foi a situação exatamente. Afinal, quem está lendo este comentário, pode ainda não ter visto o filme e aí vou estragar a surpresa e a emoção dos espectadores. Mas eu gostei muito quando o ator Paulo Gustavo, que interpreta a mãe, usa a personagem da D. Hermínia para nos lembrar do quanto é difícil lidar com os autossuficientes adolescentes.

Apesar das gargalhadas e alegrias que desperta, o filme mostra de forma bem humorada a eterna preocupação e superproteção das mães com os seus filhos. D. Hermínia não hesita em ridicularizar a filha em uma boate lotada, se isso for necessário para mantê-la sob a sua proteção. Quantas mães não desejariam ter sempre os filhos debaixo das suas asas, não é mesmo? E quando eles esboçam uma reação, um desejo incontrolável de liberdade, elas enlouquecem e acabam metendo os pés pelas mãos. Mas ridicularizar um filho, ou criticá-lo de forma mais veemente só uma mãe pode fazer.

A situação que corrobora incrivelmente o exposto acima e que demonstra o que sente uma mãe por seu filho é a do mercado. D. Hermínia decide que não vai levar o presunto para casa por duas razões fortes: preço do produto e o excesso de peso da filha adolescente. Discussões e brigas entre as duas chamam a atenção dos outros consumidores e um deles, ou melhor, uma dessas consumidoras resolve entrar na briga e ofende a filha comilona da D. Hermínia. Nessa hora, pensei de imediato: "Isso não vai acabar bem". E, é claro, como eu previa, a mãe zelosa voltou com tudo para cima daquela "intrometida" que resolveu ofender a sua filha. Mãe é assim. Uma leoa quando se trata de defender os filhos. Nós, as mães, podemos falar o que quisermos para os nossos filhos, mas outras pessoas não! A cena é muito engraçada e extremamente verdadeira. Parabéns, Paulo Gustavo! Registro aqui os cumprimentos de uma mãe Leoa, com "L" maiúsculo!

Um outro ponto abordado no filme de forma bem humorada, mas não menos contundente, é a questão do cuidado da Mãe Mulher consigo mesma. D. Hermínia só vive com um lenço na cabeça e com os cabelos presos. Vive para os filhos e se esquece de si mesma e do marido, a quem ama de paixão (para mim esse amor ficou evidente durante todo o filme). O fato do marido tê-la trocado por uma mulher sem filhos e que só anda "no salto" a deixou ainda mais desgostosa para cuidar de si mesma. Esse é um erro muito comum e que consegue prejudicar vários relacionamentos. O que é certo: esquecer de si mesma e cuidar de todos a seu encargo? Ou cuidar de si e deixar que as coisas se resolvam por si só? Ninguém sabe ao certo a resposta correta. Mas uma coisa é certa: as mulheres são muito rigorosas com as outras mulheres, não é mesmo? Quem nunca ouviu uma mulher comentar sobre a outra esboçando uma crítica velada e feroz, quando aquela cuida mais de si do que das atribuições a seu encargo? O filme mostra claramente que o marido que partiu gosta da D. Hermínia, mas o seu instinto masculino o faz pender para o lado daquela mulher "sarada" e produzida, sempre pronta para ser exibida na sociedade.

Vocês, amigos leitores, ou melhor, minhas amigas leitoras, podem estar se perguntando se nós, as mulheres, reclamamos tanto quanto a D. Hermínia? Não sei se todas fazem isso, mas conheço muitas pessoas queridas, que depois de alguns ressentimentos, frustrações e tristezas nos seus relacionamentos, tornaram-se pessoas mal-humoradas e extremamente críticas, dificultando cada vez mais a convivência e o relacionamento a dois. Na minha modesta opinião, acho que vale a reflexão de todas nós.

Enfim, fica aqui o meu comentário e a minha recomendação. Gostei do filme. Gostei do bom humor, gostei da forma como temas sérios foram abordados. Eu ri, chorei, me emocionei e, sobretudo, me diverti. Ah, e queria agradecer ao Paulo Gustavo. Apesar do jeito caricato (e muito divertido) com que revelou o comportamento feminino nas diversas situações apresentadas, conseguiu levantar questões que merecem reflexão. Voltei infinitamente mais bem humorada do que quando entrei na sala de cinema. Valeu, Paulo Gustavo!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Passeio pela Feira do Livro Infantojuvenil - FNLIJ!!!

O Blog da Fátima Augusta não poderia deixar de mostrar para vocês, amigos leitores, como foi o passeio no 15º SALÃO DO LIVRO INFANTOJUVENIL (FNLIJ), no início de junho, no Centro de Convenções Sulamérica. 

Com vários eventos dedicados ao público infantil, o Salão reuniu diversos autores, que aproveitaram a ocasião para lançarem novos títulos, como foi o caso da escritora Bia Bedran e também da ilustradora do meu livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, Sandra Ronca, entre outros.

Bia Bedran, conhecida escritora do público infantil, lançou o seu novo livro intitulado O Caraminguá, com ilustrações de Simone Matias e publicado pela editora Nova Fronteira. No livro, Bia conta a história do pequeno Jorginho, que tenta de várias formas encontrar o que falta ao seu pai para que ele possa viver da sua música. Uma história muito sensível, que transmite um profundo amor fraternal. Vale a pena conferir mais este título da famosa contadora de histórias. No lançamento do livro, Bia, mais uma vez, conseguiu fazer da contação um momento muito musical, característica marcante em todos os seus trabalhos. Muito bom! Confiram abaixo alguns desses momentos tão prazerosos para a criançada e, por que não dizer, para nós também.


Contando e cantando a história de O CARAMINGUÁ.

Conversando com seus leitores.















Autografando...

Recebendo o carinho do seu pequeno leitor.


Blog da Fátima Augusta 'tietando' a autora.

O Blog da Fátima Augusta também teve outro encontro prazeroso no 15º Salão FNLIJ. Desta vez foi com Sandra Ronca, a ilustradora do livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO. Sandra lançou dois livros durante a feira. Um somente como ilustradora, Casa de Vó é sempre domingo, de Marina Martinez. E outro, O sumiço do O, Sandra assina como autora e ilustradora. Colocamos o papo em dia e aproveitamos para falar um pouquinho de futuros projetos. Oba!

Confiram alguns momentos do nosso encontro:


Eu e Sandra Ronca no cantinho dos ilustradores. Pausa para um papinho.


Autora, ilustradora e desenhista do livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO.

Como aconteceu em anos anteriores, na saída, todas as crianças recebiam um livro de brinde, escolhido por eles mesmos entre os vários títulos oferecidos pelos organizadores. Iniciativa que sempre faz sucesso e deixa a criançada eufórica. 

sexta-feira, 21 de junho de 2013

CRÔNICA DO DIA: INSATISFAÇÃO!

Há meses acompanhamos toda a movimentação do país para se preparar para os grandes eventos internacionais que vai sediar. Sabe quando bate aquela sensação de angústia e impotência? É, acho que esses sentimentos podem definir meu estado de espírito. Sou da geração que nasceu sob a tutela do regime militar, quando ter determinados livros em casa podia ser considerado subversão. Ainda pequena, quando minha mãe trabalhava em uma escola, eu conhecia quase todos do colégio. Em algumas ocasiões, os meus olhos de criança viam alunos diferentes, um pouco mais velhos, procurando pelo segundo ano do segundo grau (atual ensino médio). Eu costumava dizer para minha mãe: "eu não conheço esse aluno". E minha mãe me mandava ficar quietinha. Por que será? 

Pois é, esse tempo ficou para trás. Ou talvez não. Agora vivemos em uma democracia, conquistada aos poucos com a "abertura lenta e gradual" do governo do então presidente Ernesto Geisel (é, acho que foi com ele). Nunca esqueci essa frase. Era como se fôssemos todos crianças, cujos pais vão nos dando um pouco de liberdade em doses homeopáticas. E assim seguimos nossa caminhada. Participamos do comício das Diretas Já, acreditando que eleger um presidente através do voto, e não mais pelo colégio eleitoral, iria mudar os rumos do nosso amado Brasil. Ainda me lembro de, recém saída da adolescência, dizer que devíamos nos preocupar com as eleições dos vereadores e prefeitos. Afinal, precisamos começar mudando a nossa cidade, para depois conseguir mudar um país de proporções continentais como o nosso. Bem, mas isso é um pensamento infantil de quem não entende muito de política, não é mesmo? Um fato curioso, acho que os militares também acreditavam nisso, pois a tal abertura lenta e gradual permitiu, inicialmente, o voto direto apenas para prefeitos e vereadores. 

E assim estávamos de volta à democracia! O primeiro presidente pós ditadura não chegou a governar. Morreu antes. Tivemos que nos contentar com o vice. Homem culto, disseram. Entrou até para a Academia Brasileira de Letras. E assim seguíamos gradualmente construindo nossa democracia. E o povo? Continuava sem escola, sem saúde, sem saneamento, contando tostões para sobreviver. De repente, a sua força foi descoberta. Não por eles, mas por aqueles que seriam os seus eleitos. Um famoso carnavalesco dizia que pobre gosta de luxo. E foi confiando nisso que elegemos um outro presidente culto, poliglota, que prometia acabar com os marajás. Acabou destituído do cargo e, mais uma vez, tivemos que nos contentar com o vice. Aí veio um outro homem culto, elegante, educado, que apesar dos comentários de alguns casos rumorosos como o Proer, Bancos Marka e Fonte Cindam, privatizações, governou por dois mandatos consecutivos. Finalmente, chegou ao poder supremo da nação brasileira o primeiro homem do povo, com pouca instrução, contrariando a afirmação daquele carnavalesco já mencionado. Carismático, popular (alguns dizem que ele é populista. Acho que é porque o seu governo ofereceu muitos programas assistencialistas. Acho que é por isso) e simpático, também governou o país por dois mandatos consecutivos. A diferença para o seu antecessor é que, apesar de um escândalo famoso, o chamado Mensalão, este presidente conseguiu eleger seu sucessor, ou melhor, sua sucessora. Mas e o povo, como está agora? Feliz? Acho que não. Ainda não encontramos aquele ou aqueles que vão, de fato, fazer a diferença. As promessas de outrora, daqueles que diziam que fariam tudo tão diferente, não se concretizaram e o que vimos foi uma farra com o dinheiro público, desde sempre. Apesar de algumas coisas boas... Sim, coisas boas, porque sempre existe um lado bom, esses governos anteriores deixaram aquela sensação de que as coisas não mudaram como imaginávamos que mudariam. Que desalento para os jovens eleitores pós ditadura militar!

Mas agora somos uma nação que está na rota dos eventos internacionais. E, por conta disso, o país todo parece estar em reforma. Não para o seu povo, que trabalha e sua camisa todos os dias. O país está sendo reformado para "inglês ver", isto é, para os estrangeiros, não para o seu povo. E dizem que não podemos fazer feio, temos que receber bem os turistas. Mas e nós? Nós, o povo brasileiro??? Quantos de nós vão poder assistir aos jogos da seleção brasileira ao vivo e a cores? Poucos. Pouquíssimos. Mas isso não importa muito para aqueles que nos governam e que fomos nós mesmos que os colocamos na posição em que estão. Defendem seus interesses e não de quem os elegeu.

No Rio de Janeiro, costumamos ouvir muito falar em "choque de ordem". Fico sempre pensando sobre isso. Presenciamos o descaso com a população no centro do Rio, vítima constante dos inúmeros assaltos na principal avenida da cidade, a Presidente Vargas. Onde está o tal choque de ordem? Juro que não sei do que se trata. Ah, minto, sei sim. O choque de ordem é para o cidadão que paga impostos. Esse, sim, sofre o efeito devastador desse choque, no bolso, na pele e na alma. Em nome da melhoria no trânsito, os cariocas são obrigados a trafegar com seus carros particulares por apenas duas faixas. Quem anda de ônibus dizem que se beneficiou com a medida. Bem, mas essas duas faixas dos carros particulares vivem constantemente engarrafadas e, como disse antes, os assaltos são frequentes na tal avenida, tanto para os transeuntes, quanto para os motoristas parados com os seus carros nos engarrafamentos. Se um desses carros resolve fugir da abordagem dos delinquentes e invade a faixa dos ônibus, ganha uma multa. Bem, temos que decidir para quem entregar nosso escasso patrimônio, conquistado através de muito, muito trabalho mesmo. Os organizadores do tráfego não podem proteger os cidadãos e seus veículos da abordagem criminosa. Foge a alçada deles. Mas eles podem multar os infratores. Bem, mas quem vai proteger este cidadão amedrontado e penalizado? Ah, deve ser o tal choque de ordem. Alguém me diga, quem é este indívíduo, por favor! Ele existe? Ele é municipal ou estadual? Ou será federal?

Ah, e não venham me dizer que os cidadãos que estão nos ônibus estão seguros. Não. Não estão. Eles também são vítimas dos mesmos delinquentes, enquanto os ônibus ficam parados nos pontos para embarque e desembarque de passageiros. O tal do choque de ordem também não consegue protegê-los não. Sabe o que eu acho? Se esse tal choque de ordem existe, é um cara muito mal informado. Porque todos que passam pela Avenida Presidente Vargas já são capazes de identificar os infratores, pois eles já foram mais do que filmados e divulgados. Estão ali todos os dias, certos da impunidade que os protege.

Bem, mas voltemos aos eventos internacionais. Estamos em plena Copa das Confederações, o grande evento de teste para a infraestrutura do nosso país para a Copa do Mundo no ano que vem. Sinto dizer, mas este evento ficou abafado pelas enormes manifestações populares que eclodiram por todo o país. Insatisfação, revolta, indignação tomaram conta do noticiário. Inicialmente ignoradas e até debochadas por certos políticos, as manifestações ganharam força e apoio. Tiveram uma grande vitória: a redução das tarifas de transporte recém aumentadas. Apesar de ninguém saber ainda quem vai pagar essa conta, a empolgação foi geral e o desejo de mais conquistas e mudanças tomou conta do Brasil. Mas, infelizmente, fomos pegos na contramão de uma minoria violenta, que deturpou e mutilou os anseios de uma população cansada de tantos desmandos, corrupção e impunidade. É um momento delicado, que pede cautela. Já vi gente defendendo um novo golpe. Isso me apavorou! Golpe? Será que quem está levantando essa bandeira sabe o que significa, de fato, um golpe? Perderemos tudo o que conquistamos até o momento. O descrédito internacional será enorme e, mais uma vez, os países do primeiro mundo vão olhar para nós como se fôssemos uma republiqueta de bananas. Nada contra o fruto, que é excelente. Mas isso eu não quero! Não quero ninguém me dizendo o que posso ler ou não. Não. Quero continuar elegendo quem me representa e, se errar na primeira, procuro consertar na próxima. Eu QUERO essa responsabilidade!

Vamos parar com a ideia do salvador da pátria, do herói único, sábio, onipresente, onipotente, que nos mostrará o caminho a seguir. Esse homem não existe. O que existe e devemos conquistar são instituições fortes, boa representatividade no congresso, segurança, saúde, educação, dignidade, cidadania, liberdade de escolhas... Democracia! É isso que eu quero, que eu desejo para mim, para a minha família e para todo o povo brasileiro. É, para o meu amado Brasil! Meu país querido, gigante, belo... Meu Brasil!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

SOL, O GIRASSOL participa de prova preparatória!!!

Vocês lembram que Sol, o girassol insatisfeito queria muito sair do jardim para conhecer novos lugares e fazer novos amigos? Pois é, podem acreditar, ele agora não está mais insatisfeito. Pelo contrário! Está muito feliz! A cada dia ele faz mais e mais amigos. E até de prova ele tem participado! É verdade. A história do girassol sonhador fez parte da prova preparatória de língua portuguesa dos alunos do quinto ano do ensino fundamental do Colégio Martinsinho. 

O simulado do Martinsinho é um treinamento para os alunos que pretendem ingressar no sexto ano dos colégios de Aplicação da UFRJ, UERJ e Colégio Militar. Neste simulado de português, o tema trabalhado foi a amizade e, por essa razão, a história do Sol caiu como uma luva. Afinal, o girassol sonhador  tem um amigo incrível, Lupe, que não mede esforços para defendê-lo.

É com imensa alegria que vejo a mensagem do livro Sol, o girassol insatisfeito ajudando as nossas crianças a enfrentarem os primeiros desafios de suas vidas. Meus agradecimentos à equipe do Colégio Martinsinho e em especial a professora Ednalva. Obrigada!