quinta-feira, 23 de outubro de 2014

BLOG DA FÁTIMA AUGUSTA: TRÊS ANOS!!!


FELIZ ANIVERSÁRIO PARA O BLOG DA FÁTIMA AUGUSTA!!!

Hoje é um dia especial... É o dia do aniversário do Blog da Fátima Augusta. Três anos se passaram desde a primeira postagem, que contava como nasceu a ideia da história do girassol chamado Sol que não queria olhar para o sol.


Muitas águas rolaram, muitas novidades surgiram, muitas ideias brotaram. E hoje, o Blog ganhou um público fiel, amigo e que espera sempre por uma nova postagem.

Que tal um bolinho para comemorar essa data tão especial? Afinal, este aniversário é tão querido e tão festejado!


Como de costume, vou aproveitar a oportunidade para divulgar as cinco postagens mais visitadas no último ano. Vejam só:


E vocês? Já escolheram qual a sua postagem favorita do Blog da Fátima Augusta? Opinem, escolham e, se quiserem, podem sugerir algum assunto que gostariam de ver abordado neste blog. 

Espero por vocês!

E...  Mais uma vez MUITO OBRIGADA, caríssimos leitores e amigos!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

CRÔNICA DO DIA: UM PAÍS DIVIDIDO "TECNICAMENTE".

As campanhas eleitorais para presidente têm sido um desgaste para os relacionamentos. Sejam eles de que espécie for: amorosos, amistosos, trabalhosos... Se a coisa já estava periclitante no primeiro turno, agora com a certeza e a iminência do segundo degringolou de vez. São agressões verbais, virtuais ou não, em vários tons... FORTES! Acusações de ambos os lados levam a discussão eleitoral para bem longe dos programas de governo e para bem perto da linha de... Quem roubou menos? Só se ouve falar em mensalão tucano, mensalão petista, privatizações indecorosas, "eu prendo", "eu abafo"... Velhas ideologias, antigos aliados, remotas alianças de um passado não muito distante convivem nessa campanha feroz e dividem os votos válidos de uma população perdida em meio a esse tiroteio de acusações. 

Para colorir ainda mais o cenário, temos as pesquisas de intenções de voto. Segundo elas, o candidato tucano está "tecnicamente" empatado com a candidata petista. Mas qual será o real significado desse resultado "técnico"? Difícil chegar a uma conclusão. O resultado obtido por amostragem afirma e adianta que esta eleição, marcada para o próximo dia 26 de outubro, vai ser decidida voto a voto. Haja coração! Deve ser uma sensação parecida com a decisão por pênaltis na Copa de 1994. Que sofrimento! Bem, mas devemos guardar as devidas proporções, afinal, política não é uma paixão nacional como o futebol. Será que não? Tenho minhas dúvidas. O assunto está presente em quase cem por cento das publicações nas redes sociais. Mesmo naquelas que avisam que não gostam de discutir política. Verdade seja dita, quantas começam assim: "prometi que não ia mais falar das eleições, mas o candidato..." E aí começa novamente o toma lá, dá cá. Todo mundo virou fiscal, comentarista e investigador. Ah, e dono da verdade absoluta também! 
Vídeos antigos das igualmente antigas promessas e alianças brotam a todo minuto. E, ao final, pouco se sabe o que acontecerá com o nosso amado país no ano que vem, quando teremos um novo chefe de estado. Digo que ninguém sabe o que acontecerá, porque não sabemos mesmo como esse novo líder vai trabalhar com o "novo" congresso eleito. O momento é de incertezas, seja o que for "tecnicamente" decidido no último domingo de outubro de 2014.

De novo me deparo com o tal do empate técnico. Não sei não, mas às vezes, me pego pensando se os famosos institutos de pesquisa estão com medo de afirmar alguma coisa, "bater o martelo" como se diz popularmente. Afinal, a credibilidade deles também está em jogo. E ela deve ficar dentro da "margem de erro", mais ou menos, "dois pontos percentuais para mais ou para menos".

Sabe o que eu acho? De verdade? Esta eleição "tecnicamente" empatada vai ser decidida com os votos dos indecisos. Eles estão com "a faca e o queijo na mão". Mas só vão decidir se cortam ou não no dia 26 de outubro.

A única coisa que peço, ou melhor, que sonho... Não! Que desejo do fundo do meu coração! É que o vencedor, ou a vencedora, faça desse país um lugar cada dia melhor para se viver. Um lugar digno, seguro, sustentável, tolerante, saudável para a grande maioria da sua população. E que a minoria, ou a outra metade "técnica", respeite o desejo apurado e expresso nas urnas. Que vença o melhor! Ou aquele que conseguir dar a palavra final, sem direito a réplica ou tréplica!!!


quarta-feira, 30 de julho de 2014

SOL, O GIRASSOL retorna ao CAp!!!

Sol, o girassol insatisfeito, que adora passear e fazer novos amigos para sentir-se feliz, foi convidado a retornar ao CAp-UERJ, o Colégio de Aplicação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Desta vez, ele foi conhecer e dar as boas vindas para as crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental.


A instituição faz um ótimo trabalho de incentivo à leitura e o bate-papo com autores faz parte desse processo. Durante a apresentação as crianças ficaram muito interessadas no processo criativo. Participaram ativamente com suas perguntas e opiniões pra lá de interessantes, além, é claro, de ficarem muito curiosas para descobrir o que acontece com o girassol chamado Sol, que não queria olhar para o sol.


Sol e eu fomos recebidos com muito carinho pelas dedicadas professoras do Instituto, Olga e Maria Cristina.

Maria Cristina e Olga Guimarães, professoras do CAp-UERJ, sempre atenciosas com o Sol e sua autora.

Confiram agora alguns desses momentos divertidos e interessantes:



































Sol e eu agradecemos ao Instituto Fernando Rodrigues da Silveira - CAp-UERJ, e especialmente as professoras Olga e Maria Cristina, a oportunidade de fazer novos amigos. Contem sempre conosco!

sábado, 14 de junho de 2014

Voluntários da Copa: disposição, dedicação e simpatia!

Nas últimas semanas, as vésperas da Copa do Mundo da FIFA, considerado um dos maiores eventos esportivos do planeta, tive a oportunidade de acompanhar nas redes sociais um ataque ferrenho a um time muito seleto. Essa equipe não pertence a uma nação específica. Nem torce para um único time. Não. Ao menos não neste momento. Eles são os Voluntários da Copa!

As críticas foram muito duras e utilizaram algumas palavras bem agressivas. Isso acendeu em mim um alerta e uma vontade enorme de conhecer essas pessoas, que mesmo sendo vítimas desses ataques virtuais, se dispuseram a trabalhar de graça em um grande evento internacional. Isso me intrigou bastante, principalmente porque vivemos em uma época em que lutamos pela aceitação das diferenças e respeito a individualidade. Mas como iremos conseguir isso, se não respeitamos as escolhas de cada um, seja em que campo for. Até concordo que discordar é necessário e produtivo. Mas respeitar as escolhas é fundamental. 

Diante disso, o Blog da Fátima Augusta decidiu pesquisar mais sobre o assunto e entender melhor como funciona o trabalho desses voluntários. Para isso, conversei com algumas dessas pessoas e descobri que no país do jeitinho e da vantagem, como cansam de alardear aos quatro ventos, ainda existem pessoas motivadas por outras razões. Este texto é o resultado dessa pesquisa, que se restringiu aos voluntários sediados no Rio de Janeiro. 


Existem dois tipos de voluntariado: o Voluntário do Brasil e o Voluntário da FIFA. Juntos, eles reúnem 14 mil voluntários aprovados, escolhidos entre mais de 151 mil candidatos inscritos. Desse número, mil são estrangeiros, divididos em maior número por colombianos (130), Franceses (82) e norte-americanos (81). O tratamento é o mesmo tanto para quem é do Brasil, quanto para os estrangeiros. Eles recebem transporte, refeição (no caso dos da FIFA) e uniforme para os dias de trabalho. "O carinho que temos com esse evento é representado por eles. Eles são o rosto e o coração do evento", afirma Rodrigo Hermida, gerente dos voluntários da Copa.

Rodrigo Hermida, gerente dos voluntários da Copa.


O Voluntário do Brasil fez seu cadastramento e inscrição através do PORTAL BRASIL VOLUNTÁRIO, cuja gestão ficou a cargo da Universidade de Brasília (UnB). O Voluntário da FIFA, como já indica o próprio nome, fez sua inscrição no próprio site da FIFA.

Existem muitas diferenças entre esses dois tipos de voluntariado, mas as que considerei mais relevantes foram o número de horas trabalhadas e os locais onde esses voluntários podem atuar. 

O Voluntário do Brasil trabalha quatro horas por dia e pode escolher a data e o horário no próprio site. Ele não trabalha no interior dos estádios e o seu treinamento foi feito à distância e presencialmente, divididos em quatro módulos cada. 

Nos treinamentos à distância, via web, os inscritos conheceram um pouco da história do futebol, os biomas brasileiros e os principais parques das cidades onde acontecem os jogos da Copa. Receberam também, treinamento de primeiros socorros, incluindo controle de multidão em pânico, uso de extintores, combate a incêndios de pequeno porte e, por fim, mobilidade urbana.

Um dos quatro módulos do treinamento presencial incluiu também os primeiros socorros, sob a orientação do Corpo de Bombeiros. Os demais foram Interação e Dinâmica, visando conhecer os voluntários e como eles devem se comunicar, quando não souberem o idioma da pessoa que o abordar, além de Palestras sobre Turismo e Mobilidade Urbana. No final foi realizada uma mini campanha de vacinação dos voluntários, que incluiu a imunização contra a Hepatite B e Gripe. Foram dois treinamentos realizados na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e dois na UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).

Durante os treinamentos presenciais, os voluntários do Brasil receberam lanches e nos dias de trabalho recebem, além da passagem, o Kit Voluntário, que inclui uniforme, sacola com alimentos orgânicos e crachá de identificação.

Voluntário da FIFA


Com o lema Juntos em um só ritmo, o Voluntário da FIFA faz provas de inglês, espanhol e conhecimentos gerais e é entrevistado por psicólogos. Os aprovados também realizam treinamentos à distância e presenciais. O primeiro aborda temas como o que é ser um voluntário, a história da Copa, as diferentes formas de abordagem e o que anda muito em voga atualmente, sustentabilidade.

O segundo, presencial, realiza cinco encontros com o objetivo de colocar em prática tudo o que foi ensinado via web, através da simulação de situações de atendimento, palestras educativas, entre outros. Não há treinamento de primeiros socorros, pois há um outro grupo responsável por isso. O Voluntário da FIFA trabalha dez horas, sendo uma hora destinada ao almoço, que é fornecido pela entidade, além de lanche e água. Esse voluntário pode trabalhar dentro dos estádios e neles encontra uma infraestrutura completa, como chapelaria para guardar os pertences, refeitório e sala dos voluntários, localizados no antigo Maracanãzinho. Deve chegar duas horas antes da abertura do estádio e pode vir uniformizado ou se vestir no local de trabalho. O uniforme é composto de tênis, meia, casaco, boné, calça que vira bermuda nos dias quentes, blusa e mochila.

Bem, mas agora chegou a hora de conhecermos alguns desses voluntários e saber o que os motivou para esse tipo de trabalho.


Mateus Castro, 20 anos, Voluntário do Brasil.
O primeiro voluntário que conversei foi o Mateus Castro, 20 anos, estudante do terceiro ano de engenharia. Mateus estuda em tempo integral, fala inglês e o futebol é o seu esporte favorito para assistir. "Para praticar, sou melhor no basquete", avisa. Mateus é um Voluntário do Brasil e vai trabalhar durante onze dias em duas estações do Metrô Rio. "Serão seis dias em uma e cinco em outra e não podemos trabalhar mais do que quatro horas", destaca. Questionado sobre o que o motivou a procurar esse trabalho, Mateus diz que sempre quis ter o registro de um trabalho voluntário, inclusive porque isso lhe garante horas complementares no seu currículo universitário. "Também quero ajudar o turista e praticar meu inglês", acrescenta. Sobre não receber nada, Mateus diz logo: "se é voluntário..." e complementa: "mega eventos internacionais sempre contam com a participação de voluntários, mas como está acontecendo no Brasil, as pessoas acham errado. A África do Sul, que é um país tão ou menos desenvolvido que o Brasil, contou com a participação de milhares de voluntários", lembra.

Mateus, pronto para o trabalho.

Sobre as críticas sofridas nas redes sociais, Mateus diz que não se incomodou e se mostrou até bastante compreensivo. "É a visão dos caras... Eu até entendo... São tantas denúncias... As pessoas estão tão acostumadas a ver o sistema contra elas, que acham errado o voluntariado não receber nada em um evento que rola muito dinheiro, mas essas opiniões não me incomodaram ou influenciaram", conclui firme.








Ângela Cruz, advogada, voluntária da FIFA.
Ângela Cristina de Carvalho Cruz tirou férias para trabalhar como Voluntária da FIFA. Advogada, torcedora do Vasco, mas não fanática, gosta de futebol só na Copa do Mundo. "Gosto de vários tipos de esporte, menos de luta. Natação e saltos ornamentais são os meus preferidos. Pratiquei por mais de quinze anos. Hoje, meu esporte predileto é andar de bike", conta a voluntária, que fala inglês e espanhol.

Ângela descobriu esse trabalho por acaso. Estava assistindo TV, quando viu a chamada convocando os interessados e pensou: "por que não?" Fez o seu cadastramento, recebeu o e-mail de confirmação e começou a participar do processo. Durante a dinâmica de grupo, a candidata percebeu o entusiasmo dos presentes, muitos já haviam sido voluntários em outros eventos. "Ah, isso deve ser muito bom. Quero participar! Eu vi as pessoas felizes por estarem ali. A energia é muito boa", lembra feliz, acrescentando que é "um momento histórico do nosso país". 

Sobre suas motivações para participar do evento como voluntária, Ângela enumera várias. "Ajudar o próximo, as pessoas, para que tudo aconteça com excelência de qualidade, saber como funciona um grande evento nos bastidores, exercitar meus idiomas e fazer novas amizades". A voluntária conta também, que os trabalhadores devem seguir algumas regrinhas básicas para o bom andamento do serviço, como não tirar foto, não pedir autógrafo e não sentar durante os jogos, apenas nos horários permitidos para descanso. Sobre as críticas veiculadas nas redes sociais, Ângela é categórica: "nunca me incomodaram".



Angélica Tinoco, 18 anos, desistiu do trabalho.

Angélica Tinoco, 18 anos, estudante do primeiro período de Comunicação Social, se cadastrou como Voluntária do Brasil pensando que seria voluntária da FIFA. Só mais tarde descobriu a diferença. Com inglês e espanhol fluentes, Angélica viu a oportunidade para praticar os idiomas com nativos de ambas as línguas como um dos pontos fortes do voluntariado. "Conhecer outras culturas, lidar com outro tipo de pessoa e a grandiosidade do evento nos dá uma experiência curricular muito grande, além das horas de trabalho contarem como estágio para a faculdade. Tudo isso junto foram pontos fortes, que me fizeram querer participar do trabalho", conta Angélica, que participou de todos os treinamentos, segundo ela, muito bons. "Quanto a isso, fiquei muito satisfeita! Mas o final me desapontou. Eu já imaginava que não ia ficar dentro do estádio, mas eu queria ficar no Centro Aberto de Mídia ou no entorno do estádio, só que esses lugares não estavam mais disponíveis, quando tentei agendar as minhas datas para trabalho", conta desanimada, acrescentando que trabalhar nas estações do Metrô nunca lhe interessou. "Eu moro na Taquara, não tem Metrô, é distante. Ia ser muito desgastante! Eu já estou servindo de voluntária e eles não levaram em consideração a minha escolha, desvalorizaram minha dedicação... Fiquei frustrada!", reclama aborrecida.

Sobre as críticas virtuais, Angélica não se incomodou. "Ninguém me obrigou. E a carga de novidades que eu ia ter, a experiência de vida que eu ia ganhar, em vez de ficar parada em rede social criticando os outros, não tem preço. Eu me inscrevi porque eu quis. Tivemos muitas palestras legais, com os bombeiros, com o pessoal do Metrô, todos foram ótimos!", avalia a estudante, acrescentando que pensava encontrar mais jovens entre os voluntários. "Pelo menos na minha turma tinham mais pessoas em torno dos 30, 40 anos. Achei isso um ponto negativo", avalia a voluntária, que acabou não agendando nenhuma data ou local para trabalhar.


Luiz Antonio, 20 anos, voluntário da FIFA.

Luiz Antonio Martins Dias de Azevedo, 20 anos, estudante do terceiro ano de engenharia, foi o último voluntário que conversei. Ele fala inglês fluente e adora futebol. "É o meu esporte favorito, tanto para jogar quanto para assistir", diz o estudante, acrescentando que gosta de quase todos os esportes, principalmente basquete, tênis e vôlei. Ele é Voluntário da FIFA e vai trabalhar durante dez horas em cada jogo dos sete, que acontecerão no Maracanã. O estudante também foi contagiado pelo clima de euforia durante o treinamento. "A galera já se conhece de outros eventos e estavam todos muito animados", revela.

Apesar do tempo dedicado aos treinamentos, Luiz Antonio não se arrepende de ter se inscrito para trabalhar. "Mesmo perdendo alguns finais de semana, o trabalho é muito bom para praticar o idioma e conhecer outras pessoas. Mas, acima de tudo, é a Copa do Mundo, o maior evento de futebol! Eu quero fazer parte disso", afirma com convicção, apesar de achar que o voluntário podia receber alguma coisa pelo trabalho. "Como a FIFA vai ganhar bastante dinheiro com o evento, ela poderia pagar, não muito... Mas, mesmo assim, eu queria participar", garante. 

Sobre as críticas ao trabalho voluntário veiculadas nas redes sociais, Luiz Antonio é compreensivo. "O pessoal está meio certo em falar, porque é muito dinheiro que rola. Mas para mim, o dinheiro não ia fazer diferença, não ia ser importante. Eu QUERO participar", finaliza convicto.

terça-feira, 3 de junho de 2014

MIRIAM LEITÃO: Escritora revelação 2014!

A jornalista Miriam Leitão recebeu o prêmio de escritora revelação no último dia 28 de maio de 2014, na abertura do 16º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. Conhecida e reconhecida por sua atuação na área do jornalismo econômico, com vários prêmios recebidos ao longo da sua carreira, a mineira de Caratinga resolveu investir na literatura infantil e já começou com o pé direito. Seu livro, A perigosa vida dos passarinhos pequenos, ilustrado pelo artista plástico Rubens Matuk, surpreendeu e garantiu a escritora a premiação logo na estreia no gênero.




O Blog da Fátima Augusta conversou com a escritora na FLIST, Feira Literária de Santa Tereza, onde Miriam contou a história desses pequenos, belos e frágeis habitantes da floresta para a criançada presente ao evento, e também para o público adulto, antigos fãs da autora, ansiosos por conhecer a nova faceta da escritora. O encontro aconteceu no espaço Aquário Literário, estrutura transparente montada no meio da área do Castelo em ruínas e diante da bela paisagem do simpático bairro de Santa Tereza.

Miriam aguarda o início do evento da FLIST.

Miriam é dona de uma fazenda em Minas chamada Brejo Novo e foi lá que nasceu a inspiração para este primeiro livro dedicado ao público infantil. Foi lá também, que a jornalista observou como o desmatamento afeta a todos de uma maneira geral, mas principalmente aos pássaros mais pequenos, que não tem onde fazer seus ninhos. E esse é o ponto de partida dessa história, que foi contada primeiro para a neta mais velha, Mariana, na época com sete anos. A menina aprovou a história de imediato e fez com que a avó decidisse investir no seu "lado fofo", como costuma classificar esse momento criativo.

Miriam fez questão de ressaltar durante toda a apresentação na FLIST a importância da preservação ambiental e explicou para as crianças que a sua fazenda é também uma reserva ecológica. "A fazenda é minha, mas também é uma reserva ambiental. Não podemos cortar nenhuma árvore e já conseguimos resgatar várias espécies características da Mata Atlântica", explicou. Uma das crianças presentes se empolgou e disse: "Estamos estudando a Mata Atlântica na minha escola!" Simpática e feliz com a receptividade, Miriam seguiu despertando o interesse das crianças ao falar do ataque dos pássaros maiores aos ninhos dos mais pequenos.

Crianças atentas à contação da história.



Miriam conversa com o seu público mirim.


















Segundo livro infantil chega às livrarias

No encontro, Miriam aproveitou para contar que já tem outros livros prontos para mostrar ao seu novo público. Um deles foi lançado recentemente. A menina de nome enfeitado, ilustrado por Alexandre Rampazo, conta a história da menina Nathália, que acaba de entrar no mundo da leitura e implica muito com a letra "H". No livro, de forma bem-humorada, Miriam demonstra como o "H" pode ser muito importante nas palavras em que está presente.

A autora apresenta o novo livro, A menina de nome enfeitado.



Capa do segundo livro infantil da autora.


Miriam avisou também, que lançará, em breve, um livro sobre racismo. O tema despertou o interesse dos adultos e das crianças presentes. Alguns adultos, que se apresentaram como integrantes de famílias multirraciais, quiseram saber como a autora pretendia tratar o assunto e um deles chegou a levantar a questão do racismo entre negros e brancos ser, muitas vezes, uma via de mão dupla. De forma seca e objetiva, como estamos acostumados a vê-la, Miriam disse que "é preciso tratar essa questão priorizando aqueles que ainda permanecem sendo discriminados. O sofrimento é muito maior do lado deles", afirmou, com ar sério. Mas a seriedade logo desapareceu e um leve sorriso voltou a estampar o rosto da autora, quando uma das crianças presentes levantou a mão e pediu a palavra com ar grave. "Eu acho que você deve ter muito cuidado com essa história, porque é um assunto muito delicado", sugeriu o fã mirim, deixando a autora impressionada com a preocupação da criança. "Pode deixar que eu vou tratar o assunto com bastante cuidado", concluiu a escritora.

No final do encontro, Miriam recebeu o carinho do seu novo público. Confiram abaixo alguns desses momentos:

Antes do autógrafo, pausa para uma foto.





















O Blog da Fátima Augusta aproveitou também para registrar, conversar e 'tietar' a autora no evento:









segunda-feira, 19 de maio de 2014

SANDRA RONCA: Dedicação e amor às crianças!

Conheci a escritora e ilustradora Sandra Ronca em um momento muito especial da minha vida: o lançamento do meu primeiro livro infantil, Sol, o girassol insatisfeito. Cheguei até ela através de uma amiga em comum, com quem falei sobre o meu projeto. A partir daí, comecei a conhecer um pouco do seu trabalho e tive a certeza de que havia encontrado o que estava procurando. Como disse em uma postagem anterior aqui mesmo no blog, o trabalho da Sandra tem "a graça, a leveza, a cor e a inocência que eu procurava". 
Foram muitas mensagens trocadas virtualmente, muitas conversas, bate-papos e, ao final do projeto, a admiração pela pessoa e pela profissional cresceu e se solidificou. E é com grande alegria que o Blog  da Fátima Augusta publica hoje uma entrevista exclusiva e especial com a ilustradora e escritora Sandra Ronca.

Filha de artistas plásticos italianos e formada em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda, com pós-graduação em Design e Ilustração, Sandra Ronca lançou seu primeiro livro como ilustradora em 2007. As férias das sete meninas, de Lourdes Freitas foi o primeiro de uma lista de mais de vinte livros, em apenas seis anos de carreira, que incluem também quatro livros como autora. Nada mal para a adolescente que tinha dúvidas sobre qual carreira escolher. "Me tornar ilustradora foi uma descoberta! Sempre amei desenhar e criava personagens sem me dar conta. Gostava de pintar, conhecer, experimentar, mas nunca pensei que trabalharia com isso", lembra Sandra, que não nega a ajuda e influência da profissão dos pais na escolha desse caminho. "Respirar arte, acompanhar, conhecer museus, mostras, livros, me construiu internamente", destaca.
Mas o maior incentivador da sua carreira foi um dos seus filhos, Hugo. "É incrível o quanto ele era vibrante e super incentivador desse meu trabalho que vinha surgindo. Um contraste muito grande com qualquer outra pessoa. Era o fã número um das minhas ilustrações", relembra com carinho e saudade do filho que partiu ainda muito jovem. 


Sandra Ronca, fotografada por Hugo, seu filho e maior incentivador.

Trabalho especial

Conseguir uma resposta da Sandra sobre algum trabalho que tenha sido mais especial para ela é tarefa árdua. "Cada livro tem sua história, seu caso... Até mesmo a razão desse carinho", justifica, enumerando vários dos seus trabalhos, como Coitada da Raposa!, Dia de Vacina, O sumiço do O, Com que bicho você se parece, O menino que foi ao Vento Norte, Casa de Vó é sempre domingo, Sol, o girassol insatisfeito, Histórias da Malu, A Princesa e a Ervilha, Por que? Por que? Por que? e Meu amigo partiu. "Mas talvez, de tudo tudo, se você me beliscar e me fizer falar rapidamente, talvez eu grite: O sumiço do O! Creio que ele ficou completo em vários fatores até o resultado final do livro, como objeto cuidado e projetado. É um livro com múltiplas possibilidades e tem rendido muitas surpresas fantásticas", elege a autora finalmente, acrescentando logo em seguida o livro em braile, A horta da Ethel, de Celso Sisto. "Uma oportunidade fantástica! Facilitar o acesso à leitura a mais pessoas... Ou seja, a cada livro o seu carinho", enfatiza docemente.


Um dos livros preferidos da autora.

O primeiro livro em braille da autora.

































Sempre criança

Durante nosso bate-papo, disse à Sandra que o seu trabalho me transmitia uma leveza, sensibilidade e inocência próprias das crianças, o que, na minha opinião, a aproximava do seu público alvo, o infantil. Sandra sorriu e lembrou que, certa vez, uma criança disse a ela que gostava dos seus desenhos justamente porque pareciam ter sido feitos por uma criança. "Isso me surpreendeu, mas, ao mesmo tempo, sei que trago minha criança comigo e é essa criança que me dá forças neste mundo adulto, me ajuda na comunicação com o leitor", lembra carinhosamente a autora, acrescentando que sempre amou e conviveu muito com crianças e animais. "O que observo no meu traço é a agilidade e o movimento. Quando o solto à vontade, ele é assim, rápido, ágil e leve", complementa.

Mas apesar de toda a leveza e sensibilidade do seu trabalho, o seu processo de criação envolve muita dedicação. A ilustradora sempre faz muitas pesquisas, várias leituras do texto, muitas anotações até chegar a produzir os primeiros esboços. "Ocorre também que, no momento em que estou fazendo qualquer coisa, algo pode brotar na mente, uma imagem, um detalhe, uma solução", explica. Foi o que aconteceu em uma de suas viagens à Itália para fazer um curso de especialização em sua área. Durante um passeio pela cidade, Sandra visitou vários campos de girassóis e imediatamente sentiu a inspiração brotar para o novo trabalho contratado: as ilustrações do livro Sol, o girassol insatisfeito. 


Sandra em um campo italiano de girassóis: inspiração.


Cores e sombras

Em meio ao mundo colorido, sensível e criativo desse tipo de trabalho, existe também o mundo da luta e do esforço diário para a conquista e solidificação do próprio espaço. São momentos de muita ansiedade, pois quando se apresenta um trabalho aos editores, não significa que ele será publicado imediatamente. A resposta pode demorar e até mesmo nem chegar. "O meu último livro como escritora, O sumiço do O, passou por oito editoras antes de ser publicado e o resultado ficou fantástico. Descobri que é um livro rico, que não se esgota e me traz muita alegria", lembra Sandra com alegria, acrescentando que ser "um ilustrador, não é só desenhar ou pintar. Há que pensar o projeto livro, negociar contratos, cumprir prazos, divulgar seu trabalho, falar um bom português, se fazer respeitado... São muitas coisas envolvidas numa mesma profissão", orienta. Para os jovens ilustradores, Sandra destaca a humildade e a vontade de aprender como características importantes. "Estudar, ouvir, aprender, observar. Estar presente em debates, eventos, listas de discussões. Valorizar o próprio trabalho e ter humildade em saber que há sempre o que aprender", ensina.

PERFIL

> Signo: Sagitário.
> Mês preferido: Dezembro.
> Uma data especial: 18 de abril.
> Uma paixão: Crianças.
> Um amor: Família.
> Saudade: Hugo, meu filho.
> Um filme: A corrente do Bem.
> Um pintor: Monet.
> Lazer: Natureza.
> Hobby: Leitura, pintura.
> Uma música: Oração de São Francisco.
> Livro de cabeceira: Diário da montanha, de Roseana Murray.
> Um lugar para se viver: Itacoatiara.
> Melhor ano da sua vida: 1980.
> Uma felicidade: Trabalhar com o que se gosta, viver o que se acredita.
> Casamento: Partilha.
> Um sonho: Colaborar na transformação do mundo com meu trabalho.
> Um desejo: Que o homem compreenda e respeite sua forte conexão com o todo.
> Sandra Ronca pela Sandra Ronca: Imperfeita, batalhadora, amiga, gentil, sonhadora, confiante, solidária, teimosa... De tanto querer abraçar tudo, às vezes, me enrolo... Uma palavra? Ponte.


Sandra Ronca: "Imperfeita, batalhadora, amiga, gentil, sonhadora..."

sábado, 10 de maio de 2014

CRÔNICA DO DIA: LEMBRANÇAS DA MINHA MÃE!

Minha mãe era uma peça mesmo! Uma peça rara de dignidade, responsabilidade, seriedade e comprometimento. Aluna nota dez, não perdia uma aula, nem deixava de fazer nenhuma tarefa escolar. Diziam que ela era um gênio. É verdade. Era um gênio mesmo. E muito comportada. Sempre. Mas um dia... Um dia... Lá pelos anos 40, quando estudava para ser professora, ela resolveu seguir suas colegas de classe em uma grande aventura. Sim, uma grande aventura. Ao menos para minha mãe, a Anninha, como era chamada carinhosamente pelas amigas. Elas iriam “gazetear” a aula naquele dia. Esse era um grande acontecimento na vida da minha sempre comportada mãezinha. E assim elas foram para a sua grande aventura, que incluía passear pelas ruas do Centro, tomar sorvete e conversar. Minha mãe nem conseguiu se divertir muito, pois tamanha era sua preocupação em ser vista por algum conhecido fazendo algo tão “ilícito”!

Minha mãe jamais se esqueceu desse episódio, que também nunca mais se repetiu. Na velhice, quando a memória, tão brilhantemente utilizada durante toda a sua vida, começou a lhe pregar peças, o episódio veio à tona novamente. Estávamos as duas fazendo um lanche, à tarde, em casa, quando ela resolveu me contar essa grande aventura.

“Tive tanto medo!” - disse ela ao finalizar a narrativa.
- Do que mais sentiu medo, mãe? – perguntei.
- De que alguém me visse. A Anna gazeteando aula! Imagina! – comentou.

Sorri com os lábios e com o coração para a minha querida e comportada mãezinha. E foi aí que a surpresa chegou. Ela começou a contar novamente o caso, com as mesmas palavras e a mesma entonação de minutos atrás. Minha surpresa não foi percebida por ela, que continuou a narrativa. Por fim, disse: - “Tive tanto medo!” – concluiu. Mesmo surpresa com o inusitado da situação, pensei rapidamente e decidi, em uma fração de segundos, seguir o mesmo roteiro da conversa anterior travada minutos antes e falei: 

Do que mais sentiu medo, mãe?

Sua resposta foi a mesma.
Segundos depois ela começou a contar a história novamente. Pela terceira vez. Em apenas vinte minutos. Não preciso dizer que as palavras e expressões foram exatamente idênticas às utilizadas nas narrativas anteriores. Parecia que havíamos apertado alguma tecla, que nos levava sempre ao mesmo ponto da história.
Ao final de mais uma narrativa da mesma cena, decidi mudar o roteiro e ir para a próxima cena. Levantei da mesa, beijei a sua testa carinhosamente e disse:

- Vamos sentar no sofá agora para descansar um pouquinho do lanche?

Ela concordou e levantando-se devagar, com a dificuldade própria da idade, acompanhou-me de mãos dadas até o sofá, onde iríamos conversar mais um pouquinho sobre suas grandes aventuras de outrora. 



Minha Mãe querida, linda e serena, à mesa dos lanches e bate-papos.


UM FELIZ DIA PARA TODAS AS MÃES !