quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ao mestre com carinho! (Homenagem ao escritor José Louzeiro)

Caros leitores, esta postagem inaugura um novo marcador: Autores!
Com este marcador pretendo conversar sobre os autores, para conhecermos um pouco sobre a obra e a vida desses seres que povoam a nossa imaginação com suas criações.

E, é claro, o escritor escolhido para inaugurar esse marcador foi o meu querido mestre José Louzeiro. Como disse anteriormente, conheci o escritor no primeiro curso de roteiro para cinema e TV que fiz. Eu estava interessadíssima em aprender como se escrevia uma história pensando nas imagens. Nunca esqueci uma das primeiras frases que ouvi de José Louzeiro: "Personagem no cinema é ação!" E é verdade. É com a imagem que mostramos o caráter das personagens e fazemos a narrativa andar. A criatividade está em escolher a melhor imagem para cada situação.

José Louzeiro prestigiou o lançamento do meu livro Sol, o girassol Insatisfeito.

Bem, mas vamos ao que interessa. Vamos conhecer um pouquinho sobre a vida e a obra desse contador de histórias, que pode transformar uma simples frase de um bate-papo informal em um romance cheio de ação.

Louzeiro, o contador de histórias

José Louzeiro nasceu em um distante subúrbio de São Luis, chamado Gamboa do Mato, no dia 19 de setembro de 1932. Teve uma infância difícil e de poucos recursos, seu pai era um pedreiro, seguidor do presbiterianismo. Mas sua avó sempre o orientava dizendo para nunca deixar de ler e estudar. Sábias palavras, pois fizeram do seu neto um dos mais pródigos escritores brasileiros. Louzeiro nos dava a mesma recomendação durante as aulas do curso de roteiro: "Quem não lê, não escreve", costumava dizer.

Mas como nada foi fácil na vida desse contador de histórias, quando cursava o quarto ano primário (como era chamado o ensino fundamental na época), sofreu um acidente que interrompeu seus estudos por dois anos. Esse fato acabou por ligá-lo definitivamente aos tipos mais marginalizados da sociedade.
Louzeiro havia sido desenganado pelos médicos, pois o acidente havia provocado uma ferida crônica em seu ouvido. Uma prostituta chamada Umbelina, inquilina de seus pais, se solidarizou com o problema e pediu que levassem o menino até sua casa numa certa noite, quando receberia um médico homeopata. José Louzeiro ficou curado e um sentimento de gratidão pelas pessoas que sentem a dor do outro invadiu seu coração. Esse sentimento o acompanha até hoje. Para ele, não importa a profissão e o nível social. O fundamental é o coração de cada um.

Ajudado pelo pai, conseguiu um emprego de mestre-de-obras e uma de suas funções era supervisionar o calçamento das ruas de São Luis. Esse trabalho era executado por presidiários. Na hora do almoço, costumava ficar ouvindo as histórias dos crimes contadas pelos próprios autores. Posteriormente, tudo isso serviu de base e inspiração para muitos de seus romances.

Começou a trabalhar na imprensa aos 16 anos, no jornal O Imparcial, como aprendiz de revisor. Aos 21 anos, veio para o Rio de Janeiro e foi trabalhar em O Jornal. Foi um período muito difícil de sua vida. O jornal costumava atrasar os salários ou mesmo não pagá-los e isso fez com que Louzeiro ficasse sem local para morar. Chegou a dormir em bancos de estações e praças, dependendo da caridade alheia até para comer. Mas ao dormir clandestinamente na Casa do Estudante do Brasil acabou conhecendo um grupo de intelectuais, com quem fez amizade. A partir daí, conseguiu um novo emprego e, em 1958, então com 26 anos, chegou a copidesque do importante jornal Correio da Manhã. Nesse mesmo ano, publicou seu primeiro livro, Depois da Luta.

Entre os anos de 57 a 64, Louzeiro trabalhou nos jornais O Dia, Luta Democrática, Diário Carioca, Última Hora, Tribuna da Imprensa, O Globo e O Radical.
Em 1975, lançou dois de seus livros mais famosos, Lúcio Flávio, o passageiro da agonia e Aracelli, meu amor.  Este último foi apreendido pela Censura Federal e só foi liberado em 1981.
De 1976 em diante, José Louzeiro passou a se dedicar somente à literatura e com seus livros inspirados em acontecimentos policiais verídicos, popularizou o estilo do romance-reportagem. Neles, Louzeiro sempre procura denunciar as misérias da condição humana.

Louzeiro chega ao cinema

Versátil, Louzeiro usou sua experiência de repórter policial e romancista e trouxe sua mente criativa para o mundo do cinema. Escreveu vários argumentos e roteiros. Entre os mais famosos estão "Os amores da pantera", "Amor bandido", "Lúcio Flávio, o passageiro da Agonia", "O caso Claudia", "Pixote, a lei do mais fraco", "O Homem da Capa Preta", entre outros. Escreveu também novelas de sucesso, como Corpo Santo, de 1987, na extinta TV Manchete. Essa novela recebeu o Premio de Melhor Novela e Melhor Autor da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).

José Louzeiro é um contador de histórias sensível e carismático, além de muito criativo. Certa vez, em uma de suas aulas discutíamos uma ideia para um novo roteiro, quando fiz um comentário: "Mestre, suas histórias mostram a dureza crua da vida, elas nos deixam com um nó na garganta, como se nem o choro conseguisse sair, tamanho o impacto que elas nos causam. Mas quando estamos ao seu lado ouvindo suas sugestões, suas experiências, você transmite uma doçura e uma ternura contagiantes". Ele sorriu com ar enigmático. 
Nathalia Timberg na contracapa de um de seus últimos livros, Diabetes: Inimigo Oculto reafirmou com outras palavras a minha impressão: "José Louzeiro retrata bem o nosso cotidiano e é contundente sem perder a poesia". 


sexta-feira, 11 de maio de 2012

Talento, dedicação e... Sorte!

Ontem, li uma notícia que muito me agradou e queria comentar com vocês, caros amigos leitores.

O talento independe da classe social, do grau de instrução ou de condições favoráveis para ser desenvolvido. Ele já nasce com a pessoa. E podemos comprovar isso, quando ouvimos a história de Sonya Silva, de 52 anos.

Sonya está lançando seu quinto livro infantil. Até aí tudo bem, não fosse pelo local do lançamento: o ônibus da linha 125, que vai da Central do Brasil até a Praça General Osório, em Ipanema, no Rio de Janeiro, onde Sonya trabalha como cobradora.

O inusitado da situação chama a atenção para a trajetória de Sonya, que começou a escrever ainda criança, aproximadamente com 12 anos de idade. Começou escrevendo poesias e como seus textos já encantavam na época, suas amigas pediam que escrevesse cartas de amor para os seus namorados. Fez vestibular para a faculdade de Letras, mas como passou para uma universidade particular, não pôde arcar com o custo da mesma. E, como precisava sobreviver, trabalhou como bancária durante 10 anos e depois como vendedora de quentinhas. Foi nessa época que conheceu a Dona Marília, uma cliente para quem sua mãe cozinhava. Essa senhora foi o anjo da guarda literário de Sonya Silva. Arcou com os custos de edição e publicação dos dois primeiros livros da escritora. A partir daí, Sonya foi conquistando seu espaço e os livros seguintes foram publicados por quatro editoras.

A segunda edição dos livros O Anjo de Chocolate e as Aventuras no Castelo Arco-Íris foi patrocinada pela Rio Ônibus. Sonya, que já tem mais dois livros prontos, diz que gosta de escrever, apesar de "não dar dinheiro", porque para ela "é muito fácil". Os seus textos procuram orientar as crianças sobre a importância da amizade e do respeito aos pais e professores. Ela acrescenta ainda que a sua inspiração vem da observação diária das situações do cotidiano. Ela anda sempre com um bloquinho de anotações. Se vier a inspiração, ela registra no bloquinho para trabalhar melhor depois.

Sonya sonha em escrever novelas, mas antes deseja o reconhecimento por seu trabalho na literatura infantil e alerta para um problema muito recorrente para os autores estreantes: o da distribuição dos livros, quando diz "preciso colocar meus livros em uma boa livraria, mas é complicado".

Mas a julgar por seu talento, disposição, determinação e, por que não dizer, sorte, talvez muito em breve, os seus livros estejam em uma prateleira de alguma livraria famosa. E vocês, o que acham?

Quem quiser saber mais detalhes sobre a trajetória de Sonya Silva, acesse a página do G1 e confira a matéria na íntegra.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO: finalmente, o lançamento!

O grande dia chegou! Hora de apresentar o livro SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO ao público. Escrito e publicado com um carinho todo especial, o livro agora chegava às mãos dos exigentes julgadores: as crianças! O público alvo do livro.

Embora repleto e recheado de amigos, um lançamento de livro é sempre um lançamento. Dá aquele friozinho na barriga, aquela tensão gostosa de quando concluímos algo, tornamos público e dependemos da sua aceitação para garantir o sucesso do projeto. Mas com tudo pronto, não dá para voltar atrás, temos que encarar o desafio.

Como disse anteriormente, o local escolhido foi muito satisfatório e garantiu o sucesso do empreendimento. É, gente, o lançamento foi um sucesso! A presença das crianças, a participação delas na contação da história e a atenção dada foram incríveis! Foi um momento único, singular e especial.

Além dos meus amigos e familiares, o lançamento contou em grande parte com a presença dos amiguinhos do meu filho, o inspirador da história, para quem a mesma foi contada em primeira mão, como já mencionei antes em outra postagem. Tinham também alguns convidados da editora e da ilustradora.

Mas a presença de um dos convidados teve um sabor especial: a do escritor e mestre desta que vos fala, JOSÉ LOUZEIRO. Apesar dos problemas de saúde por que passa atualmente, ele fez questão de comparecer ao lançamento do primeiro livro infantil da sua ex-aluna do curso de roteiro para cinema e TV. 

Foi uma emoção muito grande vê-lo chegar, se instalar ao meu lado na mesa de autógrafos para me dar uma força. Sandra Ronca, a ilustradora, me disse que ao chegar, pensou que ele era o meu pai. Eu respondi que não deixava de ser verdade, pois grande parte de tudo o que sei da arte de escrever e contar histórias aprendi com ele. As suas aulas eram empolgantes. Só de ouvi-lo contar uma história, já dava vontade de começar a escrever alguma. Com ele, aprendi a olhar em volta e reconhecer uma boa história. Bem, mas esses detalhes merecem um capítulo a parte, uma nova postagem, especialmente dedicada ao mestre. Aguardem mais um pouquinho.
Agora vamos curtir um pouco as fotos do evento:


Na mesa de autógrafos, ladeada pelo escritor e mestre José Louzeiro, pela ilustradora, Sandra Ronca e pela família querida.


Eu e Jaqueline Lavor, coordenadora editorial, e Daniele Fortuna, a revisora, da Editora Moinhos de Vento.


O primeiro autógrafo do dia!


Amigas queridas e avós muito especiais prestigiando esse momento.












Mais amigos queridos chegando ao evento.




Olha a família querida aí, gente!


Mais autógrafos.


Eu, Sandra Ronca e, ao fundo, José Louzeiro.


Entre um autógrafo e outro, papo descontraído com o contador de histórias, Mestre Louzeiro.




Amigos fãs desta escritora nascente e do mestre Louzeiro.






































Recebendo o carinho da criançada, os meus amiguinhos queridos!













Descontraídos, os convidados confraternizam após receberem os autógrafos.


VEJAM AGORA ALGUNS MOMENTOS DA TÃO ESPERADA CONTAÇÃO DE HISTÓRIA:


Convidados atentos aguardando o início da contação.


Começa a história. A curiosidade é despertada.


As crianças menores, já acomodadas, prestam a maior atenção no desenrolar das aventuras do girassol chamado Sol, que não queria olhar para o sol. Os maiores acompanham a contação com o livro na mão.





Amiga especial e afilhada querida acompanhando atentas ao desenrolar da história.

Bem, caros leitores, eu podia ficar aqui mostrando mais e mais fotos desse momento tão especial. Porém, acho que já dá para perceber que tudo aconteceu melhor do que o esperado. O livro recebeu boas críticas de quem o adquiriu. A história, que agradou inicialmente ao meu filho, encantou o público para o qual foi apresentado.
Mas o trabalho estava só começando. Ainda temos muito o que fazer. Afinal, uma história que fala da importância da amizade, não pode ficar escondida, principalmente nos dias de hoje, não é mesmo?
Aguardem os próximos capítulos da saga do Girassol chamado Sol. Ele que queria tanto sair andando por aí, parece que agora vai conseguir. Vamos em frente!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Hoje é o DIA MUNDIAL DO LIVRO e dos DIREITOS DO AUTOR!

Hoje, 23 de abril, é o DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTOR!

A data foi criada por iniciativa da UNESCO em sua XXVIII Conferência Geral, em 1995, com o objetivo de promover a leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

A data foi escolhida porque neste dia do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega.

Vejam as imagens que são atribuídas a esses importantes escritores:


Miguel de Cervantes, escritor espanhol


William Shakespeare, escritor e dramaturgo inglês



Garcilaso de la Vega, poeta espanhol

VIVA O DIA MUNDIAL DO LIVRO!!!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Hoje é o dia NACIONAL do livro infantil!!!

Temos outra data muito especial sendo comemorada hoje: o Dia Nacional do Livro Infantil! Esse dia merece destaque, principalmente pelo seu homenageado, o nosso grande escritor Monteiro Lobato, um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil brasileira.



Monteiro Lobato nasceu em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882. Começou sua carreira de escritor escrevendo contos para jornais estudantis e em 1904, quando cursava a faculdade de direito, venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto. Entre suas personagens e histórias famosas estão o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso, A Menina do Nariz Arrebitado e uma das maiores obras da literatura infanto-juvenil, O Sítio do Picapau Amarelo. Personagens como D. Benta, Emília, Tia Nastácia, Pedrinho, Narizinho e o Visconde de Sabugosa continuam encantando a criançada até hoje.

As obras de Monteiro Lobato sofrem muita influência do período em que o escritor viveu em fazendas e elas resgatam a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê e a Cuca.

Por acreditar que as brincadeiras podem ser, ao mesmo tempo, divertidas e educativas, em 1934 lançou o livro Emília no País da Gramática, onde abordava assuntos como adjetivos, substantivos, pronomes e verbos, entre outros. Para não deixar a matemática de lado, em 1935 lançou o livro Aritméticas da Emília. Só que desta vez as brincadeiras se passavam em um pomar.

Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, deixando uma vasta obra que muito deve orgulhar a qualquer brasileiro diante da importância das suas histórias e a sua influência no mundo literário. "Um país se faz com homens e livros", dizia o escritor.

PARABÉNS MONTEIRO LOBATO! 
PARABÉNS A LITERATURA INFANTO-JUVENIL BRASILEIRA!

domingo, 8 de abril de 2012

Primeiro conto premiado!!!

Enquanto preparo o material do lançamento do SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO para vocês, resolvi mostrar o registro de um momento muito especial: a premiação do primeiro conto que escrevi. Neste trabalho singelo, intitulado UM DIA DIFERENTE, eu conto a história de Luciana, uma moça que acorda um belo dia e encontra o mundo completamente mudado, só que para melhor. Ela se sente fora do contexto e acredita estar ficando louca. Tudo acontece em apenas um dia e, através das reações da personagem, vamos passeando por situações tão comuns no mundo de hoje, que passam a ser consideradas normais.

Esse conto foi um dos 20 selecionados para publicação no livro CONTOS DE TODOS NÓS, da editora Hama (veja link ao lado), na XIV Bienal do Livro no Rio de Janeiro, em 2009. Foi um momento especial. Escrever o primeiro conto e já vê-lo publicado, dá vontade de seguir em frente, não é mesmo? Minha experiência só incluía reportagens, roteiro para cinema e TV e algumas pequenas crônicas. Como jornalista, estava acostumada a ver minhas reportagens publicadas. Mas meus roteiros e crônicas ficavam guardados só para mim. Mas quando vi o concurso da Editora Hama, resolvi arriscar. Os trabalhos tinham que ser entregues diretamente no stand da Editora na Bienal, no Riocentro. Entreguei o meu trabalho no último dia e fiquei aguardando. Os dias passaram rápido e... De repente, o celular tocou. Era a Editora avisando que o meu trabalho havia sido selecionado entre os 306 contos recebidos e seria publicado e lançado no último final de semana da Bienal, ao lado dos outros 19 contos. Tudo muito rápido e... Maravilhosamente incrível!

Vejam abaixo como ficou a capa do livro:



Vejam agora algumas fotos do evento:

Aproveitando o momento e autografando o livro.

Eu e os demais autores

Eu e Rosângela Feitosa, coordenadora do Projeto CONTOS DE TODOS NÓS, da Editora Hama.

Família e amigos prestigiando o evento. 

 Família e amigos prestigiando o momento.



Vibração total!

No próximo capítulo deste marcador - CONTOS - eu vou mostrar o texto do conto UM DIA DIFERENTE para vocês. Me aguardem.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Preparativos para o lançamento.

Com o livro pronto, um outro tipo de trabalho começa. Temos que pensar na divulgação, na distribuição e nas vendas. Afinal, livro que não vende, não é lido e se não é lido, perde a sua função, não é mesmo?
Um evento muito importante, que marca o nascimento do livro efetivamente, é o dia do lançamento, isto é, o primeiro dia em que o livro é apresentado ao público.
Normalmente, o público do lançamento envolve, na sua maioria, os amigos do autor, convidados da editora e, se o autor já for conhecido, a presença da mídia é certa. Normalmente, os convites são elaborados com a imagem da capa do livro e devem fornecer os detalhes básicos do evento, como data, hora e local e, caso haja alguma atividade extra, como a contação da história pelo autor, deve ser informado também. Depois de pronto, os convites podem ser distribuídos através do correio eletrônico, ou podem ser impressos e enviados pelo correio. Neste caso optamos pelo correio eletrônico como forma principal de divulgação do evento. Veja como ficou o convite:




Para o lançamento, um outro detalhe importantíssimo é a escolha do local. Ele deve ser de fácil acesso, confortável e adequado para o público ao qual se destina o livro.
No caso do SOL, O GIRASSOL INSATISFEITO, eu optei por um espaço amplo, com uma área coberta, porém arejada, e plano, de forma a facilitar a circulação das crianças (público alvo do livro), das pessoas mais idosas (muitas crianças vão acompanhadas por seus avós, que muitas vezes têm dificuldades para subir escadas) e também pessoas com algum tipo de deficiência física.
O lugar escolhido, que atendia as minhas exigências, foi o Centro de Artes Calouste Gulbenkian, situado na rua Benedito Hipólito, 125, na Cidade Nova. Era perfeito. O espaço conhecido como varanda do Centro de Artes permitiu uma ótima distribuição das nossas atividades para o grande dia. Tínhamos área para tudo: para os autógrafos, para a venda do livro, para os quitutes a serem servidos para os convidados, para a contação de história e para as crianças se espalharem como quisessem, porém com a segurança dos muros, que não permitia que nenhuma delas escapasse do local sem ser vista, o que é muito importante para os zelosos pais.
Enfim, livro pronto, espaço contratado, quitutes encomendados, convites distribuídos, agora era só esperar pelo grande dia.