sábado, 31 de agosto de 2013

ÚLTIMAS NOTÍCIAS DA BIENAL DO LIVRO DO RIO!!!

O Blog da Fátima Augusta visitou a Bienal do Livro do Rio e trouxe algumas informações para os leitores que pretendem visitar a feira.



No geral, gostei muito do que encontrei lá, mais alguns pontos podem ser melhor trabalhados em eventos futuros. O estacionamento é amplo, porém descoberto. Em dias de chuva esse fato pode não ser muito agradável, pois dependendo da posição em que estacionar seu carro, você poderá dar uma boa caminhada até a entrada. O preço para quem fica até 12 horas é de R$ 18,00.

Para quem vai de ônibus, pode contar com algumas linhas que saem do Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, até o interior do Riocentro, onde os passageiros descem próximos a entrada do Pavilhão Laranja.

A questão da informação para os visitantes também pode melhorar. A feira é dividida em três pavilhões: laranja, azul e verde e existem muitas placas indicando o que você encontra em cada um deles, porém quando você se dirige a algum funcionário da feira para pedir maiores esclarecimentos, a situação fica mais complicada. Praticamente, ninguém sabe lhe informar muita coisa. Pedem para você se dirigir aqui e ali, ou pesquisar nos mapas e cartazes sinalizadores. Acredito que a organização do evento poderia melhorar sua equipe com o objetivo de oferecer informações melhores e mais rápidas aos visitantes.

A Praça da Alimentação oferece muitas opções, mas os preços não são muito convidativos. Se você não pretende gastar muito e quer fazer um lanche razoável para manter as energias, é bom pesquisar um pouco antes de se decidir. Algumas lanchonetes oferecem brindes para a criançada e esse tipo de promoção sempre faz sucesso junto ao público infantil. Como a moda é chamar tudo de combo, lá podemos encontrar o chamado COMBO BIENAL, que inclui o sanduíche, batata frita, suco ou refrigerante e uma surpresa (uma mochilinha ou um brinquedo). Uma boa tática para atrair o público infantil.

Para as pessoas que receberam credencial garantindo entrada gratuita na feira, como professores, autores, profissionais do livro, entre outros, a entrada não foi muito rápida nos dois primeiros dias. Primeiro passavam por uma longa fila para triagem e eram atendidos por apenas duas pessoas. Depois eram conduzidos a outra fila para a verificação dos documentos. Aqui sim, os atendentes eram em maior número, o que garantia uma maior rapidez.

Com a credencial ou a entrada na mão, finalmente o passeio pelo mundo da literatura ia começar.



Na entrada, logo após passar a credencial no leitor ótico.


Pavilhão Laranja

Comecei a visita pelo Pavilhão Laranja e é neste pavilhão que a criançada delira, pois são oferecidas muitas promoções. Encontramos livros a partir de cinco reais. 
O segundo dia da Bienal recebeu muitas crianças das escolas públicas do Rio de Janeiro. E essas crianças recebiam um vale no valor de R$ 5,00 para escolher algum livro que chamou sua atenção. Elas ficavam enlouquecidas diante da farta oferta de livros a disposição, em um valor que elas podiam adquirir. Cheguei a ouvir o bate-papo de uma das crianças com sua professora. Ela já tinha gasto o seu vale e tinha gostado de outro livro. A professora argumentou: "eu avisei que não era para comprar logo no primeiro estande". E, de fato, essa orientação serve para os adultos também. Sou testemunha ocular disso. Vi um livro infantil de banho custar dez reais em um estande e em outro cinco. Então, fica a dica: faça um bom passeio pela feira antes de decidir comprar um livro.

Ainda no pavilhão laranja, temos vários estandes dos autores independentes. Vale parar para dar uma olhada. Mais uma vez, a criançada sai ganhando com as promoções. Em um desses estandes, você pode comprar livros também por cinco reais, mas se levar três, paga só dez reais. Convidativo, não?

Pavilhão Azul

Chegamos ao Pavilhão Azul. Esse é o pavilhão das grandes editoras e dos grandes estandes. Lá encontramos as Editoras Globo, Ediouro, FTD, Melhoramentos, Saraiva, Madras, Salamandra, Moderna, Vozes, Objetiva, entre outras.
É nesse pavilhão que encontramos o espaço dedicado ao país homenageado, a Alemanha. Um espaço muito bonito, criativo e interessante. Aqui já é um evento em particular. Você pode encontrar com autores, profissionais do livro da Alemanha e assistir (dependendo do horário) a algum bate-papo interessante sobre o mercado literário alemão. É um verdadeiro passeio pelo país, por seus costumes, cultura, história. Adorei! 

A exposição multimídia Alemão para iniciantes, com as 26 letras do alfabeto ilustradas por palavras típicas do dia a dia alemão, como A  de Arbeit (trabalho) ou Z de Zukunft (futuro), permite a familiarização com a língua alemã através de ferramentas interativas. Excelente, principalmente, para as crianças e adolescentes, como também para o público em geral.

Confiram algumas fotos do local:

Entrada no mundo germânico.





















Estante em forma de B.





















Dentro da estante em forma de G, exemplos da gastronomia alemã.





Por fim, uma seta indicando a distância para Frankfurt, onde o Brasil será o país homenageado na feira literária, que acontecerá naquela cidade de 9 a 13 de outubro deste ano.

E continuamos o nosso passeio pelo Pavilhão Azul, onde encontramos as Salas de Imprensa e dos Autores. Esse pavilhão também é palco das principais atrações da Bienal, como as que acontecem nos espaços Café e Placar Literário. O Blog da Fátima Augusta foi conhecer esses espaços, onde as senhas para os eventos são distribuídas sempre uma hora antes de cada evento.

Aproveitando para descansar no palco do Placar Literário, que tem capacidade para 105 pessoas.
O espaço do Placar Literário é informal e está pronto para um bate-papo descontraído sobre literatura e futebol. O espaço garante a proximidade entre os convidados e o público, com os seus bancos de madeira dispostos em semicírculo. A cor predominante da decoração é o verde para simular o gramado de um campo de futebol. O resultado ficou muito bom.

Já o espaço do Café Literário é um pouco mais formal, com um pequeno palco e o público assiste ao bate-papo em mesas de restaurante. Como o nome é Café, no espaço é possível beber um café, comer salgados, doces, enquanto se participa do encontro com os autores. É um espaço bem interessante, que conta, inclusive, com o serviço de tradução simultânea. No dia em que o Blog da Fátima Augusta esteve presente, notei um pouco da falta de informação para utilização do equipamento, que conta com três canais, para que a tradução de cada participante possa ser ouvida e compreendida por todos. Até mesmo uma das autoras, que não falava português, teve dificuldade nos momentos iniciais. O problema foi resolvido com a utilização de apenas um microfone dividido entre a mediadora e as três autoras. Com um dos canais ativo foi possível ouvir a reclamação da tradutora dizendo que "eles não conseguiram equalizar o equipamento". Apesar disso, o momento não perdeu seu brilho e foi muito interessante.

Na entrada do Café Literário.

O Blog participou do Café Literário Escrevendo entre mundos, que contou com a participação das escritoras Olga Grjasnowa, Carmen Stephan e Carola Saavedra e da mediadora Leila Sterenberg. O bate-papo girou em torno da influência de outras culturas na produção literária de quem vive ou viaja por outros países. Todas as escritoras participantes desse encontro têm em comum as experiências de vida fora da sua terra natal.

Da esquerda para a direita, as escritoras Olga Grjasnowa, Carmen Stephan, Carola Saavedra
e a mediadora Leila Sterenberg.

A escritora Olga Grjasnowa, a única, das três escritoras, que não falava português no encontro, nasceu no Azerbaijão, mas mudou-se para a Alemanha ainda adolescente, onde aprendeu a falar fluentemente o idioma em apenas dez meses. A sua produção literária está em alemão, que ela considera uma língua "rígida, sem muito humor". O seu primeiro romance de sucesso, publicado na Alemanha, O russo é alguém que ama bétulas, publicado em 2012, ainda sem tradução no Brasil, fez dela uma sensação na cena literária alemã.

A chilena Carola Saavedra veio para o Brasil aos três anos de idade, onde formou-se em jornalismo pela PUC Rio, mas passou anos na Europa e hoje voltou a viver no Rio de Janeiro. Sua produção literária é em português e seus romances já receberam importantes prêmios nacionais, como o prêmio APCA de melhor romance, de 2008, com Flores Azuis, e o prêmio Rachel de Queiroz, de 2010, na categoria jovem autor, com Paisagem com dromedário.

A alemã Carmen Stephan é jornalista e trabalhou como correspondente no Brasil para o jornal alemão Süddeutsche Zeitung, um dos mais importantes do país. Nasceu em Munique, Baviera, em 1974 e, como correspondente, viveu também em outros países, como Espanha e Irlanda.  O seu romance de estreia, ainda sem editor no Brasil, conseguiu a atenção da crítica alemã e recebeu o prêmio literário da Fundação Jürgen Ponto. Mal Aria, lançado em 2012, conta a história de uma jovem alemã que vem ao Brasil, mais precisamente a Amazônia, para estudar e acaba sendo picada pelo mosquito transmissor da malária. O interessante do livro é que a história é contada sob a ótica do mosquito. Ele é o narrador da história e é através dele que o leitor observa a vida do ser humano e o mais interessante é que ele não vê como crime o sofrimento que causa e sim como necessidade. A história nasceu de uma experiência vivida pela própria autora, que já foi vítima da doença. "Foi uma experiência muito forte! Eu aproveitei para aprender, para me transformar", conta Carmen, acrescentando que escreveu a história em um mosteiro, quando se refugiou para se dedicar integralmente ao livro. À vontade e feliz por estar aqui novamente, Carmen elogia o tratamento dado aos escritores pelos organizadores do evento. "Estamos muito bem cuidados aqui", conclui.

Blog da Fátima Augusta com a autora Carmen Stephan.
Questionadas pela mediadora Leila Sterenberg sobre as diferenças entre a Bienal do Livro do Rio e a Feira de Frankfurt, é Olga Grjasnowa quem explica: "Aqui é muito mais relax do que Frankfurt. Lá, o evento é destinado mais para as editoras. Aqui o objetivo maior é atrair leitores", finaliza.

Pavilhão Verde

Bem, mas apesar do prazer que foi passear pelos Pavilhões Laranja e Azul, agora chegou a vez do Pavilhão Verde.
É neste pavilhão que encontramos o Salão de Negócios, o Acampamento na Bienal (veja detalhes na postagem anterior), o estande da Light, especialmente dedicado às crianças, o estande da Revista Capricho, com atividades visando atrair o público adolescente, o Auditório Mario de Andrade, com capacidade para 340 pessoas, onde acontece o Encontro com Autores, o espaço Mulher e Ponto (com 120 lugares) e o espaço Planeta Ziraldo, que oferece, entre outras atividades, apresentações de espetáculos com 15 minutos de duração. O espaço faz a alegria da criançada e também dos mais crescidinhos também. Todas as senhas para participar dos eventos dos diversos espaços são distribuídas sempre uma hora antes de cada evento.

Espaço Mulher e Ponto.



































Ainda no espaço Planeta Ziraldo, destaque para a importância da leitura.

No Pavilhão Verde, encontramos também o estande do time carioca Fluminense, como parte da campanha Sócio Torcedor desenvolvida pelo clube com o objetivo de angariar mais sócios. O torcedor encontra ainda souvenirs, como camisas e outros utensílios à venda no estande. O público teve oportunidade também de assistir uma entrevista, ao vivo, com o ex-jogador Assis sobre o filme que conta a sua trajetória profissional e foi produzido por seu próprio filho, Gustavo Stella. O bate-papo atraiu a atenção do público torcedor do time tricolor carioca.

Ao centro, o ex-jogador Assis e à direita seu filho, Gustavo Stella.


Torcedor posa para foto ao lado do display com a foto do ídolo tricolor Fred.

Assim, finalizamos o primeiro dia de visita à Bienal do Livro do Rio. 

Nos dirigimos à saída atravessando os pavilhões para pagar o estacionamento ou pegar um dos ônibus disponíveis e voltar para casa, cansados certamente, mas satisfeitos com a viagem pelo mundo das letras. 

Nesse caminho rumo à saída, uma imagem surpreendeu o Blog da Fátima Augusta. Entre um pavilhão e outro, existe um rio que passa exatamente no meio do Riocentro. Esse rio, conforme informações, é chamado Rio Camorim. A surpresa fica por conta da sujeira que encontramos no leito do rio. A imagem fala por si só e mostra o descaso das autoridades com o meio ambiente. Dá para parar e pensar: se em um evento internacional não existe essa preocupação, imagina quando o público for só interno.


Rio que corta o Riocentro, local onde acontece a Bienal do Livro do Rio. Sujeira e descaso.



18 comentários:

  1. Nossa! A bienal tá bombando, hein? Credencial do blog, nome em letras garrafais. Tá chique! Parabéns pelo post. Ficou muito bom.

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    1. Obrigada, Denis! Se puder, não deixe de ir. Abraços,

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  2. Fatima como sempre arrasou. Sua descrição do evento é mais esclarecedora possível!!! Adorei!!! O Blog sempre nos presenteia com uma postagem inteligente!!!!

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    1. Obrigada, Naná! Fico muito feliz de poder colaborar e ajudar a todos durante a visita a uma feira tão grande. Valeu! Um grande abraço!

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  3. Adorei Fatima. Arrasou como sempre. A sua colocação é bem esclarecedora, uma abordagem inteligente e eficiente. Adorei!!!!

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  4. Minha irmã arrasou com seus comentários, muito explicativo.Sempre te digo que você é o máximo, mas vale reafirmar de novo, valeu você é o máximo,beijos e sucesso.

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    1. Valeu, minha irmã! Como sempre me "tietando". Beijão!

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  5. Fantástico!Fatima, com as suas informações e detalhes do evento, não teremos dúvidas do que explorar! Obrigada pelas ilustrações e dicas.
    Elisangela Morais

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    1. Obrigada, Elisangela! Fico muito feliz de facilitar a visita a uma feira grande e que oferece muitas possibilidades para todos. Abraços,

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  6. MUITO BOM !!! FALANDO SÉRIO, VC DEVERIA TER UMA COLUNAM PELO MENOS SEMANAL, NUMA REVISTA OU JORNAL. SAIU=SE BEM DEMAIS EM SUAS DESCRIÇÕES. OS COMENTÁRIOS QUE VC FAZ SÃO OBJETIVOS, CLAROS E PRAZEROSOS DE LER. OBRIGADA POR SER MINHA AMIGA. BJS. DA TEREZA

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    1. Tereza, eu é que agradeço por você ser minha amiga e me enxergar com os olhos do coração. Quisera que todos pudessem se enxergar uns aos outros com os olhos generosos do coração. Um grande beijo, amiga querida!

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  7. Excelente abordagem dos fatos.
    Foi muito bom passear pela bienal com o “BLOG da Fátima Augusta”, e como não dar parabéns ao Fluminense pela iniciativa de divulgar e homenagear os seus ídolos em um ambiente tão bacana como este.
    Muito bom!
    WP

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    1. Obrigada, WP! Fico feliz que tenha gostado do passeio ao lado do Blog da Fátima Augusta. Sabia que os tricolores iam apreciar a homenagem ao ex-jogador Assis. O Fluminense está investindo mesmo na campanha Sócio Torcedor. Um grande abraço!

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  8. Excelente abordagem dos fatos.
    Foi muito bom passear pela bienal com o “BLOG da Fátima Augusta”, e como não dar parabéns ao Fluminense pela iniciativa de divulgar e homenagear os seus ídolos em um ambiente tão bacana como este.
    Muito bom!

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  9. Fafá, que texto bom esse! Bastante informativo. Adorei as fotos também.
    Excelente cobertura!
    Parabéns!!!

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    1. Obrigada, Julio!!! Espero que esta postagem tenha ajudado e facilitado a visita à Bienal. Abraços,

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  10. Adorei a matéria, Fafá!
    Acho que meu post anterior deu erro. Se houver repetição, me desculpe.
    O texto está super informativo, as fotos estão ótimas.
    Excelente a cobertura.
    Concordo com a Tereza: você merece uma coluna em uma revista, minha amiga!
    Parabéns!!!

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    1. Obrigada, Julio!!! É como disse a Tereza anteriormente, vocês me enxergam com os olhos do coração. Mas fico muito feliz por apreciarem meu trabalho. Ele é feito com muito carinho e dedicação. Espero ter ajudado aos visitantes da Bienal. Valeu! Um grande abraço!

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